Pêgo em flagrante delito — o brownie à primeira dentada — pelo abdômen mais bonito que eu já vi na minha vida; quem foi o desgraçado que colocou aquela revista bem ali, ao lado dos pequenos pecados da cantina? Folheio a maldita. É realmente muito fácil cultivar seu próprio tanquinho: bastam 1,5h de exercícios diários e nada, absolutamente nada de açúcar, gordura ou qualquer aditivo que torne a vida mais feliz. Iogurtes (desnatados), frutas, frango, salada, cereais, ok, eu adoro, mas e o meu brownie? “Não.” Mas nem… “Não!” Mas só… “NÃO!” Então foda-se! Eu fico com a minha borda recheada.
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Não obstante, 2800m nado solo; eu acho que merecia dois brownies e um sorvete, prá combater os danos que certamente o cloro causa ao cérebro.
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A minha vocação prá terapeuta só faz me espantar mais a cada dia. Muito menos pela minha competência e mais pela minha capacidade de inspirar confiança. Mas não, declino o fardo e sua responsabilidade — repito internamente: eu não sou psicólogo de plantão; eu não sei resolver os problemas dos outros; eu não estou aqui prá doutrinar ninguém, não importa. Amigos são amigos, pretês são pretês — aliás, não andam sendo e isso nem é bem uma reclamação — e pacientes, não os tenho. Ora, ponto.
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E na programação, caros telespectadores, aventura, (melo)drama e, por que não, comédia. Logo mais adentraremos mais um inferno astral. Este, plus ultra: Saturno, o famigerado, dá as suas caras, então é melhor apertarem os cintos; eu vou procurar as autoridades cabíveis que tá mais do que na hora.

“Alongo tendões, sonhos e sorrisos sobre a cadeira do meu quarto onde me sento…”, já disse

Futuros amantes
“No final do século XVIII, compositores começaram a favorecer o rondó como um meio de permitir que os personagens expressassem seus sentimentos mais profundos e os cantores demonstrassem suas habilidades interpretativas. Salieri escreveu o rondó “Ah, sia già” especialmente para Nancy Storace (a Susanna original em As Bodas de Figaro de Mozart, em 1786) quando em 1783 La scuola de’ gelosi, outro dramma giocoso*, foi escolhido para abrir a recém reestabelecida sessão de ópera italiana no Vienna Burgtheater (…). Em “Ah, sia già” a Condessa lamenta a infidelidade de seu marido antes de declarar seu contínuo amor por ele e sua esperança de reobter seus afetos. Salieri cria aqui uma personagem de carne e osso — uma precursora óbvia da Condessa de Mozart — que dos primeiros compassos de seu recitativo é dividida entre impetuosidade e medo, incerta se deve concordar com o plano do Tenente para causar ciúmes ao Conde com uma carta de amor falsa endereçada a ela mesma (“Chi altrui nel core sa destar gelosia, risveglia amore” — Qualquer um que consegue incitar ciúmes no coração do outro, pode despertar amor). No próprio rondó, verdade psicológica e forma musical unem-se enquanto a Condessa se move da reflexão, introspecção e dúvida para a esperança, e é esta última emoção que prevalece na tranqüila e positiva conclusão.”
A Saudade Mata a Gente
Take a chance on me
É que é preciso aquiescer





Nós os perecíveis, tocamos metais,
My Funny Valetine
Não me procures ali
Dois de Fevereiro
kiss of life