Tão bobo que perdi a hora. Corra Lola, corra!
Perdi a hora, mas não vou perder a chance. ;)

Navegar. É preciso viver, não é? Preciso.
Tão bobo que perdi a hora. Corra Lola, corra!
Perdi a hora, mas não vou perder a chance. ;)
Colóquio amoroso:
— *ai*
— *ui*
Pra bom entendedor, meio gemido basta. O resto é só meu. :P
Deixa eu aproveitar que *ele* foi dormir e falar da defesa do fratello.
Foi linda, maravilhosa! Durou a tarde inteira, mas cada argüição, cada vez que um professor da banca falava, cada vez que ele repondia meu orgulho só fazia crescer mais e mais e mais… Tão claro, tão coeso, tão elegante, tão lindo! Eu e Zel não cabíamos em nós mesmos. Eu não saberia comentar, ilustrar, transmitir a mínima parte do que foi, pra mim uma experiência estética, muito mais que literária. Me sinto burro, tosco, tacanho. Falar das palavras dele com as minhas é, hoje, um sacrilégio.
Ele é meu irmão-do-coração, meu orgulho, sim, e eu vou sentir muita saudade, mais do que seria possível dizer. Mas sei que, agora que ele e Ed estarão juntos, a vida lhes será brilhante. Amo vocês!
Ah! Até que enfim uma manhã fresca!
| Præludium
A noite está quente |

Explicando. Tava querendo falar sobre palavras. As minhas. Mas na última oportunidade tive minha tranqüilidade e minha concentração *roubadas* — veja bem, ninguém aqui tá reclamando disso, não!
Hoje, procurando ao léu, dei de cara, como volta e meia acontece, com esse poema de Herberto Helder do último post. Tradução simultânea. Não conhecia o autor, assim como não conhecia essa citação de W. H. Auden, mas com ela me identifiquei:
A minha relação com poesia é bem pessoal — a de todo mundo deve ser. Não tenho método, não tenho regra. Escolho as palavras pela sua melodia. Sim, elas contêm uma música que é primordial! O som veio antes da palavra e o pulso, antes da pontuação. É por isso que, quando calha, escrevo. Porque nem sempre posso cantar, mas preciso, sinto uma necessidade urgente de dar forma ao que sinto sem, contudo, aprisionar à escrita dura a fuidez do pensamento.
Nem sempre rimo, nem sempre meço, mas sempre que — o coração pulsa e o espírito voa — escrevo, o faço cantando. Internamente. Há um anteparo musical por trás do pensamento estruturado, costurado às letras, linhas, poemas. É um processo vibracional — será que alguém entendeu? Não sei de onde vem. Vem de mim. É como se as várias engrenagens, em dado momento, estivessem todas na posição certa, própria, prontas para dar vida à pena. Quando não é assim, simplesmente não consigo e o pensamento se desfaz como um som em meio a ruídos. Quando ocorre, é como música que invade torrencialmente, do porão ao sótão, os meus vasos.
Claro que gosto do que escrevo. E é porque gosto que oferto, dedico, dou esse pedaço de mim a quem amo. É meu canto de sereia solidificado.
Lê! Depois eu explico.
| Sobre um Poema (Herberto Helder) Um poema cresce inseguramente Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência E já nenhum poder destrói o poema. — Em baixo o instrumento perplexo ignora |
| “Você verá. Quando aplacar a fúria de minha febre e inundar o mar de minha boca com a tua, verá que não sou mais eu, mas o reflexo da luz de teus olhos luminosos que te sorri. Assim como eu, ao invadir teus vastos domínios verei, pleno, que é a mim mesmo que me invado.” |
Começou assim… mas eu tenho a impressão de que exagerei depois. >;-)
Depois de tantos *asteriscos*, acho que o Messenger nunca mais será o mesmo. ;)
Nem eu…
| Onde Estará O Meu Amor? (Chico César) Como esta noite findará Será que vela como eu? Se a voz da noite responder Onde estará o meu amor? Onde estará o meu amor? |
Me desculpa?
Como assim, “You have been disconnected”? Quem deixou, tá louco?! Messenger feladaputa, conecta essa porra! J�?!!!
Requentando…
C’est pour *toi*
|
Mon coeur s’ouvre à ta voix
�?ria de Dalila, da ópera Samson et Dalila de Camille Saint-Saëns. Libretto de Ferdinand Lemaire. |
| Mon coeur s’ouvre à ta voix, comme s’ouvrent les fleurs Aux baiser de l’aurore! Mais, ô mon bienaimé, pour mieux sécher mes pleurs, Que ta voix parle encore! Dis-moi qu’à Dalila tu reviens pour jamais, Redis à ma tendresse Les serments d’autrefois, ces serments que j’aimais! Ah! réponds à ma tendresse! Verse-moi, verse-moi l’ivresse! Ainsi qu’on voit des blés Samson, je t’aime! |
My heart opens to your voice, like the flowers open To the kisses of the dawn! But, o my beloved, To dry my tears the best, Let your voice speak again! Tell me that to Dalila You will return forever, Repeat to my tenderness The oaths of other times, the oaths that I loved! Ah! respond to my tenderness! Pour out to me the drunkeness! Like one sees the wheat Samson, I love you! |
*ohohohohohoho*
Eu tinha algo que eu tava matutando pra escrever aqui agorinha mesmo, mas chegou *alguém* e eu perdi o rebolado. ;)
É foda, as palavras sumiram e a concentração foi pro espaço!
Vou é gastar meu fôlego na piscina. ;)
Nadar feito um condendado.
*pecado*
O problema (ou solução) é que, ao invés de pousar os pés no chão, prefiro trazer o chão aos pés. *sigh*
Ascendente em Sagitário
Espírito otimista, entusiasta e exuberante, você é uma pessoa que ama a aventura, a mudança e a exploração de novos territórios. Torna-se infeliz se tiver que ficar restringido, limitado ou preso a um pequeno mundo por muito tempo. Possuindo uma forte inquietude, procura quase sempre vivenciar seus sonhos imaginando desfrutar o futuro no momento presente. Você gosta de movimento, no sentido literal e figuradamente. Idealista e otimista, espera que tudo melhore posteriormente.
Esse sou eu, ou parte de mim, porque sou dicotômico. Plural.
E essa é a hora em que eu chamo o Touro dentro de mim e finco meus dois pés no chão, senão o Sagitário — que é fogo, além de corpo de cavalo só faltava ter asas de Pégaso — já vai longe, galopando e lançando suas flechas ao léu. Não dá! A quantidade de energia que eu sou capaz de desprender é IMENSA, até a mim assusta, imagine aos outros. Só que a minha expansividade tem seu preço e é difícil pra mim me manter coeso, focado, quando o espírito escapa ao corpo e voa…
Mas que fique claro: meu desejo é certo — senhor! como é certo! —, a distância é fato, a intenção, sincera e o destino… decerto ao futuro pertence. Não quero queimar o que, de fato, foi feito para arder. Combustível. Chama… me chama…
Sou intenso. Sou vibrátil. Yin e Yang. E é pra preservar essa intensidade, pra me preservar, pra proteger o que pode vir que tento e me esforço para não projetar, para não transferir, não idealizar. Não vim aqui pra (me) perder, vim aqui pra (te) encontrar. Bibelô.
| Tatuagem (Chico Buarque – Ruy Guerra) Quero ficar no teu corpo feito tatuagem |
Ok. Agora eu vou ter problemas em explicar esse sorriso que insiste em se dependurar nas orelhas. =)
Não sei até quando eu agüento, não…
Mas deixa… deixa que eu sou forte.
Chinelão, bermudão e regata. A gente bem vê que eu não dava pra estudar direito MESMO. Zero gravata!
Que calor é esse, meu deus?
| Eu não sei com que sonhei Nessa noite perdida Mas a danada da língua Acordou foi assanhada Que de tão serelepe Me levou até mordida! |
*ai*
| Impromessas Possíveis
Palavras possíveis Impromessas contidas *suspiro* |
Taí, Minha poesia. *ohohohohoho*
Eu devia era ter trazido o meu CD do Madredeus. :P
Don’t lose heart now – believe it or not, you’re doing better than the other guy. Stick to what you know and hopefully love, and it won’t be long before the uninvited anxieties that showed up fully expecting milk, cookies, and room and board go slinking back to their caves with their heads hung low in defeat.
*HAHAHAHAHAHAA*
Que horóscopo é esse?! :) Eu me vejo com uma cadeira em punho, dando chibatadas em fúrias bestiais e ansiosas que tentam sair de suas jaulas. Não é pra tanto.
Agora… que a curiosidade tá pelas tampas, lá isso tá! ;)
Eu acho que tem uma massa de ar quente vindo do Sul. Não? Ah, eu não confio em pervisões meteorológicas. Prefiro confiar na minha intuição. ;P
| “Numa nuvem Placidamente deitados, Unidos, embrulhados Na alvura fluante Sê minha amante, Senhora dos meus desejos… Põe-me Teu seio de fonte E o Teu ventre de horizonte, Deixa-me beber Em todos os Teus recantos E matar a minha sede Gota a gota, encantos Na frescura dos Teus beijos… Deixa-me levitar real Sonhar… Acariciar… Pensar… Iludir-me e transcender a magia Segreda-me anseios, solicita-me, Aperta-me, excita-me… Anda… Dá-me a Tua poesia!” |
Nossa, mas é pra já! :)
Eita domingo que rendeu… ;)
| “Foste Tu o contorno Do sol vazio Que me inundou Neste Domingo frio De calor intenso… Beijei-Te e acariciei-Te Em pensamento Sem me importar do tempo Alheio a tudo e a todos Em meu redor Objetos e coisas Pessoas Sombras sem valor Mundo a que cada vez menos Pertenço Foste Tu O meu vale a pena de ser De sentir e esperar viver A orgia dominical do futuro Foste Tu o meu longe seguro Foste Tu a dádiva de ar puro Foste Tu o dia que tinha de ser!” |
Eu simplesmente adorei. ;)
Alguém me diz como é que a gente faz pra parar de *suspirar*? Vai faltar ar no ambiente daqui a pouco! ;)
Essa é pra você que anda perdido pelos Andes.
| La Golondrina (N. Serradel & N. Zamacois) ¿A dónde irá veloz y fatigada Junto a mi lecho le pondré su nido Oiré tu canto ¡Oh tierna golondrina! |
E por falar em ontem, eu preciso aprender a receber elogios. Por que cargas d’água a minha primeira reação ao ercebr um elogio — por mais desprencioso que seja — é negá-lo? Modéstia? Não creio…
É sério! No campo profissional eu me viro muito bem. É outra coisa, tô ali pra isso, me esforço pra isso. Mas quando levo um “Tá vendo? Todo homem perfeito que eu conheço é gay!” no meio da fuça digo logo um “Mas eu não sou perfeito!” em vez de ficar com a minha boca fechada ou agradecer. :P Tá, que eu não sou perfeito é óbvio, mas também não preciso explicar.
E não é modéstia mesmo. Na verdade, tenho medo da minha vaidade às vezes. Fora a timidez.
E ontem, fazendo massagem no povo, uma coisa me chamou a atenção. Eu já tinha notado faz tempo, intuitivamente e depois confirmado pelo Marie, que a intenção do toque na massagem é fundamental, faz toda a diferença. Mas ontem, massageando pessoas que eu acabara de conhecer, percebi que a intenção ao receber o toque da massagem forma o outro lado da mesma moeda. Massageei três pessoas e a que estava menos tensa, no caso, me pareceu a mais difícil de massagear. Na realidade, foi a que mais me cansou. Engraçado isso!
Massagem pra mim é, antes de mais nada, uma troca de energias. A despeito da ação física envolvida, o lance é emprestar a sua energia, é usá-la para fazer circular a energia do outro. Olhando dessa forma, se o outro não “aceita” a massagem ou permanece indiferente a ela, uma barreira que não é necessariamente física se faz presente. Tive essa sensação ontem. Em determinada hora faltou trânsito e eu me cansei mais.
O mesmo não aconteceu quando a anfitriã resolveu retribuir minha massagem, desculpando-se pela falta de jeito. A massagem foi excelente. A intenção presente no toque dela e a minha disposição em recebê-lo superaram de longe o destreino do toque físico. Muito interessante.
Um desabafo, uma taça de sorvete de flocos com banana e (principalmente) a conversa, a expectativa, o jogo claro, descarado, a aposta, o doce duelo entre a minha curiosidade e minha ansiedade… Bah, tchê! Um inevitável e irrefutável sorriso no meu rosto!
Pronto, acho que agora meu dia começou. :)
Não mais Madredeus, agora sou Caetano. Fina Estampa!
A la rumba azul
Vamos…
Eu preciso rever a conceituação do termo balada. É que combinar de sair pra dançar e passar a noite numa casa com um monte de gente que eu nem conheço, esperando, é meio broxante. Enturma-se, conversa-se, faz-se massagem — eu gosto e ando com o óleo na bolsa mesmo, tá? —, ok. Mas a opção de sair sozinho pra lá de meia-noite é sem graça que dói, depois de tanto combinar.
Antes de mais nada, eu sei que a opção é minha, etc. Mas eu simplesmente não queria ter que escolher. Egoísta? Um pouco. Acho que de vez em quando eu também tenho esse direito.
Ah, dasanimei. Vou ficar aqui ouvindo Madredeus.
Hmmm… como eu queria ser uma *mosca* só pra dar uma olhada em outras praias. Assim, como quem não quer nada. ;)
Suicídio! O Vitinho quer que eu me mate! Um balde de sorvete de flocos com banana e BIS é suicídio! :P
Mas, senhor, como é bom!
Ah, sim, eu sou um bom anfitrião. Não ia deixar um hóspede se entupir de sorvete sozinho, né? ;)
Então… o sonho. É estranho. Não é um pesadelo — há vários anos que não tenho algum — mas é incômodo. Marie, vou precisar da tua ajuda agora.
| Estou em uma casa imensa, uma mansão mesmo, acho que em Campinas, não é São Paulo. Ela não é muito bem definida. Pessoas conhecidas e muitas não conhecidas, colegas e alguns professores da faculdade (os dois de regência, pelo menos). Mas a casa está abandonada. Estamos todos pegando nossas coisas, tudo o que há pela casa e indo embora. Um pátio que serve de estacionamento está cheio de carros, todos da casa mesmo. Escolho a perua mais cara que encontro, uma Mercedes-Benz imensa pra poder levar meu cello. Está sem chave, mas tudo bem porque é automática e é só pisar no acelerador que ela sai andando. Dou uma volta e volto pra casa. Quero pegar minha mala o meu cello e ir embora. Não gosto da casa, tenho arrepios quando estou lá dentro. Tenho dificuldade em encontrar o meu cello entre outros, dentro de suas capas. Não tem mais quase ninguém naquele cômodo. Cato um punhado de moedas no chão, não sei se fui eu que as espalhei. Um colega sentado entre as tranqueiras pelo chão fala alguma coisa que eu não entendo (ou não lembro). Coloco tudo no porta-malas e saio. Todos os carros já estão ocupados e saíram agora. O bairro está cheio de carros da Polícia Militar, todos novinhos, Vectras e Blazers, fazendo suas rondas. Não confio na polícia, sonhando ou não. Em cada rua que entro dou de cara com um ou dois. Começo a ficar um pouco nervoso: como vou explicar que não tenho a chave do carro se me pararem? Todos tinham que sair da casa, sabíamos disso, não era bom ficar ali. Alguém comentou que eu deveria ter pegado outro carro. Não consigo sair do bairro, não acho a via principal e tento voltar pra casa, mesmo sem saber como. De repente, estou de novo nela, sozinho, e tropeço em umas tranqueiras barulhentas pelo chão daquela mesma sala, agora meio escura. Brinquedinhos, quinquilharias, sei lá. Nao é noite, é um fim de tarde, acho, e a luz da sala está apagada. Uma risada de mulher, de meia-idade, invade a casa toda, zombando de mim. Ela é má. Estou no carro de novo, indo embora, preocupado e começando a ficar com medo, mas eu sei que aquilo é sonho, só quero chegar ao seu final. Então ouço uma voz em pensamento, doce, calma, mas poderosa, certa: “eu estou aqui”. O medo passa, a preocupação acaba. Um calor, uma alegria me invade. Olho para o encosto do assento ao lado e vejo a barriga de minha mãe. Ela não está lá, é seu espírito, sua energia talvez, mas ela está viva. Estou olhando muito de perto. Afasto a cabeça e ela está lá inteira, real agora, sorrindo maternalmente pra mim. Sorrio. Abraço seu colo e pouso minha cabeça em sua barriga, feliz. Ela me abraça como filho que sou, olhando pra minha cabeça. O despertador toca e eu acordo. |
Adivinha quem foi a primeira pessoa a entrar no meu quarto, acordando logo depois de mim.
Rapaz!!! *HAHAHAHAHAAHAHAHAHA* Eu devia ter deixado o som do micro ligado pra acordar numa hora dessas! Mesmo porque eu preferia uma crise de riso madrugada adentro do que o sonho estranho que eu tive — sobre o qual eu falo depois. :P
Tem gente que tá criando escola — não, foi ele não. Mesmo anoninamente (onrron!), essa tem que ir pra posteridade. ;)
Chuchu, da próxima vez me liga! Eu vou adorar esse diálogo.
| Session Start (ICQ – XXXXXXX:XXX): Sat Oct 12 04:23:55 2002 XXX: ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo oooooooooooooooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ei! assim nao vale! o i anda mjto mais debahar do que o ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo XXX: aaaaaaaacocooooooooooorrrrrdaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa pim |
Vou até responder as perguntas decifradas:
1– Eu ia explicar que “o” anda mais rápido que o “i” porque é mais largo, mas acho desnecessário.
2– O ICQ ficou aberto porque deixei o micro ripando um CD. Acho que de agora em diante vou deixar aberto sempre. ;) O resto nem eu entendi… Ah! “é contra o racionamento de energia, rapaz?” Eu sou um espetáculo como decifrador. :P
3– Eu queria muito, mas não saí com vocês por dois motivos: Primeiro, não podia mesmo gastar trinta paus e ainda por cima sair hoje também. Segundo, o desgraçado do Vitinho só foi dar sinal de vida quando já eram quase 2h da manhã! Aquele puto ficou sem celular e não quis me ligar a cobrar. E eu aqui preocupado. Claro, tentei ligar pros celulares de vocês três, mas foi uma tentativa vã (caralho!). :P
4– A gente vai se ver hoje COM CERTEZA! E se eu não tiver como voltar vou dormir na sua casa, tá?
5– Siiiiim, você é uma ex-ce-len-te datilógrafa! Psicografando então, deve ser um assombro! ;) Mas, da próxima vez, vai nanar, vai?
Estou em débito. Devendo algumas informações, algumas ligações, alguns emails. Mas depois dessa eu vou pra cama. Amanhã eu vejo isso.
Eu vou cometer um amigocídio!!!
O que se faz com um amigo desinfeliz que diz que está vindo pra Sampa depois das 22h, vai dormir na sua casa, diz que te liga quando chegar e só dá sinal de vida depois da 1h30 da manhã, dizendo que não queria ligar a cobrar? Sem metrô, sem ônibus, sem bateria no celular, sem saber como andar em SP.
Com requintes de crueldade, né? Foi o que eu pensei. :P
Não é incomum eu dar conselhos aos amigos — e tomar alguns vários também —, mas dar conselhos amorosos a DOIS amigos ao mesmo tempo, via ICQ, é muita pretensão da minha parte. :P
Tudo o que eu mais queria nesta noite quente (muito quente) de sexta-feira era tomar uma cerveja bem gelada num bar com os amigos. Conhecer gente nova e, ainda por cima, aniversariante seria melhor ainda…
Mas… cacete, chuchu, TRINTA PAUS? Assim, complica. :-\
Eu vou é me encontrar com aquela linda doidivana e ser feliz. Eu só espero que ela lembre porque o que a gente conversou pela manhã ela simplesmente não registrou. tsc, tsc, tsc… ;)
“BRAS�?LIA – Em troca da condenação da união civil entre homossexuais e da legalização do aborto, José Serra, do PSDB, tornou-se ontem o candidato oficial da Assembléia de Deus na disputa pela Presidência da República, em 27 de outubro. O apoio dos evangélicos foi capitaneado pelo bispo Manoel Ferreira, candidato derrotado do PPB ao Senado pelo Rio e presidente vitalício das Assembléias de Deus no Brasil.
(…)
Na solenidade, Serra agradeceu o apoio, comprometendo-se a defender a liberdade religiosa no país, como parte da luta pelos direitos humanos e a liberdade individual. (…)”
(notícia inteira aqui)
Que coisa mais nojenta… :P Isso me irrita, sabia? Primeiro, ver um candidato se vendendo, descaradamente, usando religião que deveria ser uma coisa que unisse as pessoas pra conseguir votos. Segundo, saber que um monte de “fiéis” vai ficar feliz em saber que talvez possa atrapalhar a vida de quem não é como eles. Realmente, um comportamento bem cristão, hein?
Quer dizer que liberdade religiosa faz parte dos direitos humanos e liberdade sexual não? Muito bonito, seu Serra. Se fodeu, vai perder! :P
Eu tenho é pena! Pena de quem pauta sua vida em um cotidiano de submissão e subserviência. Eu não preciso de um deus que me puna, que me condene, que me imponha a sua vontade através do medo. Eu tenho um deus aqui dentro que me impulsiona, que me faz melhor, que me ensina a cada experiência diária que amar a deus — e qualquer manifestação de energia criadora — é, antes de mais nada, amar a si próprio e respeitar o amor alheio.
E uma ode à alegria! Um vagalhão de alegria a inundar os mundos à minha volta. Porque não se pode resistir à força da música de Beethoven imortalizando o verbo de Schiller.
|
“Ode: An Die Freude”
Friedrich Von Schiller Ludwig Van Beethoven, 9a. Sinfonia em Ré menor IV. Presto – “O Freunde, nicht diese Töne!” – Allegro assai |
| O freunde, nicht diese Töne! Sondern laßt uns angenehmere anstimmen Und freudenvollere! Freude, schöner Götterfunken, Wem der große Wurf gelungen, Freude trinken alle wesen Froh, wie seine Sonnen fliegen Seid umschlungen, Millionen, |
O friends, no more these sounds! Let us sing more cheerful songs, More full of joy! Joy, bright spark of divinity, Whoever has created All creatures drink of joy Gladly, like the heavenly bodies You millions, I embrace you. |
Ha! Lembra da roseira? Mamãe trouxe! :) Chegou do CEASA agora com uma mudinha de roseira trepadeira, de uma rosa miudinha e vermelha e de perfume sutil. Linda! Chegou colocando a muda em minhas mãos: “Olha o que a tua madrinha mandou!”
Mudo fiquei eu: as pétalas, pequeninas e rajadas de um delicado rubor, têm formato de coração.

Nem se discute, vão pra varanda do meu quarto. Às portas do meu peito, é lá que suas flores ficarão.
Simplesmente lindo.
| a gente começa a amar por simples curiosidade por ter lido num olhar certa possibilidade (paul eluárd) |
Roubei do Romeu — aliás, maravilhoso o blog. Isso é coisa de Romeu mesmo. Não tem jeito, me toca porque fala em uma língua que eu tenho aqui dentro, primordial. Mas eu não a domino. Na verdade, sou possuído por ela. Quando fala, grita e não quero mais ouvir, quero sumir, esquecer. Quando clamo, desejo, espero, mas não a ouço lá de dentro responder. Amor. Falta-me o olhar. Sigo procurando.
Dos sabonetes.
Déia, eu fiz a primeira parte — só a primeira! — do instruído e meu quarto INTEIRO amanheceu cheirando a verbena! Eu não sei o que você fez dessa vez, sei que foi pensando em mim, e obrigado. ;)
Tá um calor nesse quarto…
Ontem acordar, banhar-se, sair, trabalhar.
Aula de canto — eu disse que tu tinha voz, deixa a menina cantar! —, a alegria de prever o desabrochar de uma flor.
Pausa… a melhor massagem dos últimos tempos. Não tem nada a ver com o físico. É como se alguém estivesse massageando a sua mente, desamarrando todos os seus pensametos. Transe. Mas eu ainda não me ative a nenhum, apenas observei a profusão de imagens passarem como quem procura no vídeo a sua cena preferida. Ou não, a mais difícil, mas não sabe onde está.
Fim da pausa. O mundo volta a girar. PEGUEI MEUS SABONETES!!! ^_^ A melhor coisa, estão todos especialmente especiais.Tu caprichou, hein Déia?
Casa da Zel. Muito afeto, amor na sua forma essencial. Quadros pelas paredes. Furos perfeitos — Murphy também vacila. Eu, quem diria, sou mão-de-obra qualificada. ;) Se contar, meu pai não acredita. Puro paradoxo doméstico. Feliz (muito) por eles. :)
Banho verbênico. Merecido. Morte súbita: cama. Celular tocou. Tu acordou? Nem eu. Ouvi não… Nõa deixou recado, não sei quem foi.