Sabe que só agora, lendo o que Dr. S. escreveu que a minha ficha realmente caiu?
Caralho! O Lula foi REALMENTE eleito presidente!!! Até que enfim! Já não era sem tempo!
Desde os 16 anos que eu voto e espero! Agora há esperança!

Navegar. É preciso viver, não é? Preciso.
Sabe que só agora, lendo o que Dr. S. escreveu que a minha ficha realmente caiu?
Caralho! O Lula foi REALMENTE eleito presidente!!! Até que enfim! Já não era sem tempo!
Desde os 16 anos que eu voto e espero! Agora há esperança!
Bom dia, céu! Bom dia, Sol! Bom dia, flores! De todas as cores, para todos os amores.
Minha cara de sono só é superada pelo sorriso inabalável que brota do peito. Hoje eu sou uma pessoa in… inabalável, inenarrável, indestrutível, insuportavelmente feliz. ;)
Maaas… se eu soubesse que minha aula da manhã ia ser cancelada, teria ficado na cama, onde é mais quente, onde é mais fofo, onde é mais perto, mais junto, mais…
| “Ainda que eu falasse a língua dos homens E falasse a língua do anjos, Sem *amor* eu nada seria.” |
Não dá pra explicar, simplesmente não dá. Transcende.
treloso (ô). [De trela + -oso.] Adj. Bras. Fam. 1. V. travesso (ê) (1 e 2). 2. Intrometido, importuno, implicante, trelente.
Quer dizer que eu sou um menino treloso?
É… eu dou trela… como quem tece uma teia. ;)
O efeito “vaga-lume” (tem hífen?) do blog hoje é devido à PORCARIA DO DNS EPILÉTICO desse domínio. Meuz zóvo! :P
*saudade*
Olha só, não é que esteja quente…
É só que eu não sabia que Campinas ficava na linha do Equador! :P
| “Melodia vaga Para ti se eleva E, chorando, leva O teu coração, Já de dor exausto, Os teus olhos, FAUSTO, Não mais chorarão.” Fernando Pessoa |
Esse é o poema que está no convite para o Recital de Formatura do meu querido amigo, Alberto Pacheco, o qual eu repasso agora pra galera. :)
Concerto de Formatura
Alberto Pacheco – Tenor
Chiquinho Costa – Piano
Adriana Kayama – orientação musical
Sara Lopes – orientação cênica
local: Fundação Jürgensen
data: 31/10/2002, às 15h00min
Entrada franca
R. Frei Antônio de Pádua, 889 – Jd. Guanabara
CEP 13073-330 Campinas SP
Fone/Fax: (19) 243-9304
E-mail: [email protected]
E eu vou MATAR o desgraçado por marcar esse bendito recital em plena tarde de um quinta-feira. :P
Zel, tem jeito? Teca, Marie, precisamos conversar. Carpe, já arranjou um atestado pro trabalho, uma diarréia aguda, um mal súbito? Balla, tu vai, né? Pessoas, uni-vos!
Sooooooonoooooooooooooooo… zzzzzzzzzzz…
Detesto fazer tradução de canções! Deve ser por isso que eu deixo sempre pra última hora — não, eu não acho bonito. :P É um inferno traduzir textos poétcos! Fica tudo torto, os versos não encaixam. O significado tá ali, porém, quebrado.
Upgrade feito sem problemas. Eu adoro o Movable Type! :)
Ah, qualé? O casal faz um puta sistema de web publishing, fazem upgrade, ferramente e o escambau e ainda distribuem na boa. Já que não deve tá rolando sexo — aqui não tá e eu não consigo nem mexer no meu layout, quanto mais montar um sistema desses! — e eu não vou dar dinheiro mesmo, deixa eu fazer uma propaganda.
Maníacos de plantão, o sistema de busca nos arquivos agora tá bonitinho, coloridinho, chique no úrtimo! Tudo o que você (nem) sempre quis saber e nunca teve coragem de perguntar. :P
Bobagens a parte, é bem interessante pra mim ver como o que eu digo foi mudando de cara — mas não de essência — durante esses quase dois anos de blog. Dois anos é tão pouco e tanto tempo…
| Mares de Ti (Carlinhos Brown) Só pra curtir Se tropeçar meus pés cansados Porque que é só você que sabe Solidão Solidão Não sei pisar no breque Se for passar preciso sarar Solidão Solidão Me abraça bem |
Mas o que eu quero mesmo falar é dos presentes que recebi. Dois. Um de alegria, outro de crescimento. Um fácil, o outro, nem tanto. Os dois importantes.
O primeiro veio na voz textual de um e-mail. Mais do que elogios, existe algo que me alimenta mais, que me enobrece não pela vaidade, mas por tocar em minha essência, por chegar onde ações diretas muitas vezes não chegam.
Minha vaidade é algo que se manifesta em vários níves, nem todos muito bem trabalhados. Não sei receber elogios, já disse. Coro, nego-os, acho que devo retribuí-los e muitas vezes não sei como. Um tremenda de uma besteira, eu sei, mas fruto de uma experiência de vida única: a minha. Elogie meu trabalho e tudo bem, mas elogie minha beleza e eu perco o rebolado porque, até algum tempo atrás, não acreditava nela. Começo a aceitá-la.
Fiquei muito feliz, portanto, não pelo cortejo, mas pelo fato de que a minha presença (ainda que distante) pode ter causado um bem, uma melhora, talvez. Saber que por força do meu (bem) querer e do meu cuidado posso ter causado movimento, não pra pessoa, mas na pessoa querida é o que me deixa essencialmente feliz. É o que me faz sorrir serenamente. É algo que me possibilita amar ternamente.
O segundo presente veio na forma de conversa lavrada, palavras entalhadas em desejo, colhidas em meio à turbulência e anseio de dois mundos convergentes. Foi foda.
Mas foi presente porque foi retorno. De tudo, não só de alegria. Retorno de medos também que ficam mais fáceis de serem trabalhados por virem à tona. As dúvidas, assim, delineiam caminhos e as certezas que ficam saem reforçadas. É um exercício difícil, mas como *você* mesmo disse, “discutir a relação” é sinal de que queremos entender.
Sei que sou muito racional. Na realidade, busco o equilíbrio dinâmico do meu emocional com meu racional, pois tenho os dois extremamente acentuados. Sou profundamente passional e se não mantenho um pé no chão — pois o outro já está querendo pisar nas nuvens — perco o prumo, erro a mão e não quero que isso ocorra de novo. É difícil manter o timing através da distância e a minha serenidade e calma se abalam para que um novo equilíbrio se estabeleça. Caminhamos, para o alto e avante.
Recebi um presente hoje: uma contraparte. Uma possibilidade de contraponto harmonioso para o qual me abro — com medo, ansiedade, desejo — sem relutar. Aprendo também. Aprendo a sentir, aprendo a buscar dentro de mim o que já opera em meu espírito. Espírito que busca o *teu*, assim como a (minha) matéria busca a (tua) forma. É isso que trago aqui: meu sentimento renovado e a certeza de que o presente maior esta por vir em breve, na troca plena.
Aviso aos navegantes: post próprio-analítico-psico-emocional grande a caminho. :P
Eu devia tá estudando…
Linda tarde de Sol! :) O que eu não posso esquecer é o sorriso dessa criança que, por vezes, aparece aí em cima. �?rvore.
Banho. Refrescante. Revigorante.
Sabonete de laranja para coisas do amor.
Perfume sutil. Presença sensível.
*Penso em você*
Os sais de verbena estão ali guardados, esperando.
O sangue pulsa à possibilidade das horas.
Aguardo (menos) ansioso.
Um boa noite de sono — após uma looonga, delicada, porém reafirmadora conversa —, um café da manhã de boia-fria e um horóscopo perdido em cima da mesa:
Touro
O Sol, fonte de vida e criatividade, passa a transitar o signo oposto ao seu (Escorpião), marcando a fase anual em que até você, forte entre os fortes, terá de lidar com suas fragilidades. No confronto com o mundo nasce a consciência. Maior sociabilidade ajudará a intensificar relacionamentos repletos de sentidos.
Porra! O horóscopo nem é de hoje e tá me perseguindo, o danado! Isso assusta, ô!
Mas tá certo… como se eu não soubesse, como se eu não sentisse. Eu sinto, mais do que se pode imaginar. Tô aprendendo a lidar com isso, mas o penso de vez em quando atrapalha.
Mas vamos votar, né? E é 13! Estrela no peito e tudo. Depois a gente conversa.
Fui encontrar a tremelga na Paulista à tardinha. Fomos tomar sorvete e ficar os dois com cara de bobo, olhando um pro outro. Mentira, falamos um bocado.
Mas o mais engraçado foi que as pessoas não paravam de me olhar na avenida. Será que foi por causa do sorriso permanente e acintoso dependurado nas orelhas? ;)
Alguém aí faça o favor de nos amarrar — de preferência juntos —, por favor? Estamos descontrolados!
ATA-ME!!!
Mas já aviso: mantenham os diabéticos à distância! Não me responsabilizo pela hiperglicemia alheia que a minha tá um loucura que só! ;) Tá pingando mel!
Não sei escrever. Os olhos ardem. A alegria é demais e a chuva, lá fora, chora por mim. Sorrio, enfim. O que antes era angústia agora é alegria. Energia projetada que retorna em tom maior. Muito maior: superlativo. Superfeliz.
Não tem ninguém nesse mundo hoje dormindo mais feliz do que eu. Exceto, talvez, *você*.
Não sei se saio, não sei se fico. Se vou a uma festa, se pra um lugar mais calmo (zero grana). Parte da razão desse estado eu acho que entendi, mas não é meu e não vou falar aqui. A outra eu não sei… Talvez por isso mesmo não esteja triste nem esteja alegre. Estou inerte. Coisa mais estranha… o ar parece parado.
Já sei o que eu quero jantar hoje: *beijo*
Mas falando sobre o concerto de órgão de ontem à noite…
Maravilhoso. Muito bom, mesmo. Maurice Clerc soube muito bem explorar a riqueza timbrística e as possibilidade dinâmicas do orgão em um repertório que continha J. Pachelbel, J. S. Bach, C. Franck, C. Debussy, L. Vierne e P. Cochereau. Barrocos, românticos e contemporâneos.
Enquanto assistia ao concerto na Igreja São Luiz Gonzaga e observava sua arquitetura despojada, de linhas simples, sua acústica, um pensamento me ocorreu: como o som do órgão se encaixa perfeitamente na retórica cristã.
O órgão é, sem sombra de dúvida, o instrumento mais rico em timbres e variações dinâmicas. Pela sua própra natureza, possui um som extremamente cheio de harmônicos — faixas de freqüências que encorpam e dão brilho ao som —, do espectro grave ao agudo. Por isso mesmo seu som possui uma propriedade envolvente. É um som que se espalha, ressoa em todos os pontos da igreja e é ouvido, desde o pianissimo mais sutil ao tutti, ao acorde mais cheio e vibrante. É difícil, por vezes, dizer de onde vem o som. Ele vem de todos os lados.
Encaixa-se perfeitamente àquele universo pois o órgão pode ser visto — na realidade, ouvido — como a representação sonora da onipresença divina pregada pela igreja.
Hoje, sinceramente, eu tô precisando disso aqui (cada vez mais):

Por nenhum motivo em especial (precisa?). Tem dias, simplesmente, em que você acorda com mais frio, mais sozinho, mais macambúzio. A boa e velha carência.
Mas de onde vem essa certeza? De onde vem essa coisa inevitável que te impulsiona e te faz andar, faz parecer que você não tem escolha quando, na sua cabeça, você está fazendo escolhas. Eu não sei… mas eu sinto, eu consigo cheirar no ar que a única coisa que falta é um olhar. E basta para que eu saiba todas as respostas e nenhuma ao mesmo tempo.
I’m *longing*…
*Você* foi dormir e eu fiquei jogando lenha na fogueira dos dois. ;) Diversão garantida. Eles me dão a faca e o queijo e só faltam pedir: “Corta!” Ainda por cima me agradecem! Assim é muito fácil. ;P
Mas nada acontece impunemente. Esses feitiços, esses encantos, têm mão dupla e não é de hoje que conheço seus efeitos. Não sendo assim, desequilibram, esgotam, consomem, desorientam. À ação não se nega a reação. Quando lancei meu canto, não é que acabei encantando a mim mesmo? Não dá pra ficar impune (nem quero). Responsabilidade.
Gente! Eu saio pra um concerto de órgão e o povo surta nos comentários? O que tá acontecendo? Um perguntando sobre rinite (em mais de um post, não relacionados, por sinal), a outra respondendo (em várias vias: amiga, clica uma vez só) e um outro comentando, há mais de cem posts atrás, perguntando que gravou “Tibum Tibum” (tu sabe? nem eu…)
Tô apagando os extras e, claro, respondendo, ok?
Eu me divirto. Surreal. Sei lá o que andaram tomando, mas eu quero um pouco! ;)
E em meio a toda essa idilescência (inventei?) tinha mesmo que cair uma conta telefônica na minha cara, cheia de tons acusatórios?
Tchau poesia vespertina, até mais ver. Olhar para esses números — que até a mim, confesso, embora não me arrependa, abalou os argumentos — foi o que bastou para me aterrar à triste penúria da realidade.
Dramático, não? Pois é, acontece… tô precisando de um incenso pra ganhar na mega-sena.
Firmeza de toque e leveza de espírito.
É onde eu quero chegar.
É onde eu quero te levar.
Pipa.
Protesto veementemente ao mesmo *cunhado* que não deixou que eu publicasse o poema aqui. :P Tá de frescura!
Plenos agradecimentos ao *cunhado* pela “legenda” do poema gravado. Adorei! E devo dizer que concordo em número e grau mas, principalmente, em gênero! ;) (*tu* vai recitar isso ao vivo pra mim, viu?)
Definitivamente acabou-se a vergonha na cara. :P Nunca serviu pra nada mesmo. Mas também, quem resiste? Aquela voz… Ah, sim, a gravação tá péssima, mas pra alguma coisa um ouvido treinado serve, diacho! Tá ali! Meio escondida, meio encoberta, achando que eu não vejo, querendo sair, assim como *você*. Rio. Me delicio.
Mas o timbre… senhor, o timbre! Aquilo no pé do ouvido vai causar um estrago! Puro abalo. Sísmicas tremuras. *ai*
E hoje eu tô mais pipa do que nunca!
Tão leve e sinuosa quanto essa aí embaixo.
Giro, danço, arrepio!
Sou todas as cores.
Sou todos os ventos.
Vem cá, rapaz, *me empina*. ;)
Extrato de uma aula de canto.
Tô eu lá, suando a camisa, no intento, trabalhando a minha ária alemã com a professora, quando a tia manda a seguinte pérola:
— O trabalho só com vogais dá um bom resultado, você viu. Mas quando você vai articular as consoantes a emissão sai comprometida. No seu estudo, em casa, experimenta cantar com uma rolha na boca, entre os dentes, pra tentar evitar toda essa movimentação do maxilar no alemão…
Nisso eu olho pra pianista, minha amiga (da onça) e cara colega que está, roxa, praticamente tendo uma derrame, tentando conter o riso — só me fode, a desgraçada, ô criatura sugestionável!
Nem preciso falar que a aula acabou, né? Depois de uma sugestão dessas foi impossível abrir a boca novamente. :P
Ninguém merece…
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Por estas palavras
Posso parecer Um homem Empinando uma pipa. Ledo engano: Sou a pipa Que leva o homem Enquanto escreve. |
Zeeeeero vontade de ir pra aula. História da Música Brasileira é algo que me interessa, e muito, mas o tom monódico da professora acaba comigo. Cinco minutos e eu alço vôo. Era uma vez…
…não vejo a hora de chegar em casa, mas a noite tá tão longe…
Deu, né? Olha a hora! A Unicamp que se exploda, eu vou é pra casa.
Agora tudo o que eu quero é um bom banho, comer alguma coisa e ler meu livro… Mentira, óbvio, que a gente sempre pode pensar em coisas mais *interessantes* pra se fazer. Mas, como nem tudo é possível — e eu tô só o pó —, assim tá bom e eu tô bem tranqüilo.
Que dia é esse? Que Sol, que céu é esse? QUE BRISA É ESSA? Isso é clima de praia! Assim não dá pra trabalhar!
Ontem choveu um bocado. Um temporal, pra ser mais exato. E hoje o dia amanheceu lavado. Quente, porém, com uma brisa fresca. Poucas nuvens no céu, apenas aquelas que navegam altas, como se quisessem passar por detrás do astro-rei.
Se eu fechar os olhos posso ouvir o barulho do mar, sentir o cheiro da maresia, curtir o vento salgado no meu rosto.
Hoje é dia de andar sem camiseta, de chinelo, de mãos dadas. Hoje não é dia nem de andar, é dia de flutuar ao sabor da maré.
É… sinto o cheiro de uma nova estação. Definitivamente o (meu) verão tá chegando.
*distraído*
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*HAHAHAHAHAHAHAHA*
Tô podendo? Se bem que… nada! Deixa pra lá que eu já ia falar baixaria. É essa *fissura* que me acaba! Chocolaaaaate…
Pausa! Ericka me ligou! :) E, como eu já suspeitava, é doidinha de pedra — do jeito que eu gosto — e um amor de pessoa. Tem um sotaque liiiiiindo — coisa com a qual eu tenho que tomar cuidado, senão começo a imitar — e me deu *informações valiosas*. ohohohoho…
Se bem que deve estar lá, passando informações também. ;)
Tanta coisa pra falar. Tanto pra fazer. Dizer aqui. Dizer pra *você*. Mas as horas já vão altas e o mundo dá suas voltas sem parar. Tormenta. Me atormenta a conexão distante e a próxima sintonia. A dor alheia. A noite fria. Observo suas águas se debatendo à minha volta. Sou uma ilha. E com a calma que reside em meu solo rogo pelos que amo e brado: Ninguém será arrastado enquanto eu for chão! Rogo por você, João, e por Pedro, olho por Domi, rezo por Teca, oro por Zel. Ergo meus braços. Encaro a Lua cheia no céu com minha prece, com meu quinhão.
| XII. PRECE (Fernando Pessoa) Senhor, a noite veio e a alma é vil. Mas a chama, que a vida em nós criou, Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia — |
Sinto minha energia fluindo, o arrepio percorrendo a extensão do meu corpo até as mãos abertas e sei que minha prece foi aceita. Amém!
Tem coisas que só Murphy faz pra você. Em todos os fins de semana eu estou em São Paulo — sempre — e há uns três que eu tento jogate myself, dançar, sem sucesso. Ou não dá, ou o povo não pode, ou tem outra coisa, whatever. Mas é só eu vir pra Campinas — por causa de um concerto — que alguém me liga chamando pra sair pra dançar. É mole? :P
Meu zóvo!
Os campineiros que me desculpem, mas essa cidade é um marasmo. Ah, eu acho.
Conversa difícil, mas necessária. Você sabe que é importante quando se pega gravando a danada em arquivo porque as palavras parecem ser por demais grandes para se alinharem sozinhas dentro da cabeça. Exercício. Intenção. Não me arrependo de ter começado porque não tenho medo do resultado. Ele vai ser bom.
Chove. E eu tô aqui longe de casa pensando na vida. Na minha, nas que me rodeiam, nas que eu busco e nas que com a minha cruzam. Tranqüilo.
Queria dizer para o meu irmão mais velho que pense em mim, que torça sempre, mas que não se preocupe comigo. Não agora, pois faço escolhas, pondero e meus passos, se são mais firmes e certos, em parte é por causa de seu grande amor por mim. Sim, se hoje não sou mais um adolescente e começo a me sentir adulto é porque, ao meu lado, tive — e ainda tenho, aqui no peito, pra sempre — uma pessoa maravilhosa, boa em sua essência, que soube, como ninguém mais, apaziguar meu espírito de fogo quando este muitas vezes se consumia em seu próprio calor. Alguém que soube me trazer o pranto quando eu o afastava e me negava, assim, o direito de lavar minhas dores em suas águas.
Talvez ele não saiba que foi desde sempre meu arcanjo. Aquele que soube ouvir minhas angústias, apontar meus defeitos e, com uma gentileza inata, inabalável, me ajudar em meus passos. Compaixão. Com amor.
Agora penso na distância que vai se impor, no intervalo da convivência e me descubro sorrindo. Não pela partida, óbvio, mas pela garantia de retorno. E concentro todo meu amor nessa nova etapa em suas vidas, pois já não é uma só. Ed vai com ele e serão, os dois, o foco do meu pensamento, constantemente transmitindo toda minha alegria, toda sorte que eu puder canalisar, até sua volta. Porque eles vão voltar.
Vão com Deus, fratelli amati.
Concordo.
Profundamente, ultimamente.
| “Pontaria
Poesia, a arte |
“Oi guilherme,
Evidentemente você não me conhece e, para dizer a verdade, descobri há pouco sua existência…
Na realidade eu resolvi que deveria te escrever para comentar uma coincidência: quando fui ao Masp, nunca poderia imaginar que algo me tocasse tanto quanto Ofélia de Paul Steck, assim como você. Como estudo arte, pensei em procurar mais sobre ele na Web, entrei em todas as formas de busca possíveis, e entre elas, você surgiu.
Não havia entendido nada, então comecei a ler tudo que aqui registrou até que ouvi o som que você está relacionando à obra.
Fiquei aos prantos, amei e fiquei profundamente emocionada… Se eu ainda tinha alguma dúvida sobre o que estudar definitivamente, você, com seu bom gosto, acendeu uma luz à uma estranha… Imagino como deve ser iluminado aos seus próximos…
Guilherme, bravo Figaro!
Um abraço, Parabéns.
Bia”
Olá, Bia! Que maravilha! Que comentário gostoso! :) (tô comentando aqui porque você não deixou seu comentário no post relacionado ao quadro, nem em algum post recente e eu não tenho como procurar agora, ok?)
Eu gosto muito quando algo que eu escrevo atrai alguém novo, alguém desconhecido que demonstra, mesmo assim, a mesma sensibilidade para algo que me toca. Acho que luz atrai luz ;), adoro quando essa sintonia se manifesta.
Eu já conhecia La mort d’Ophélie, de Berlioz, a música que você ouviu, e conhecia o quadro, mas não ao vivo. Meu processo foi o inverso, mas não menos impactante, pois quando me vi defronte dele era como se estivesse ouvindo as primeiras notas da melodia seguindo as pinceladas. Foi mágico, não dá pra descrever. Que bom que você gostou!
Eu fui olhar o log porque não é possível, eu tô ficando louco. Não, não tô. Ou tô, vai saber? E quem se importa? Tá tudo ali escrito mesmo. Rapaz….
Definitivamente, hoje foi *você* quem me tirou do prumo. *ui*
Durma-se com um barulho desses!
Foi um dia maravilhoso! Aulas excelentes, massagem excelente, conversa excelente e um abrir de cartas à minha frente que foi simplesmente emocionante. Um verdadeiro presente, tanto passado, quanto futuro. A calma, a força, a alegria e a determinação que isso me dá ninguém me tira e simplesmente não tem preço. Obrigado, minha amiga, por absolutamente tudo!
Pra coroar, um concerto no Mosteiro de São Bento na companhia de um doce amor e um doce sujo ;)
Agora é pendurar o sorriso e ir dormir, se é que um sonho poderia se melhor.
PS: Faltou você, tremelga. Precisamos conversar, né? Olho no olho. Delírio conjunto.