Por que, Senhor?
Mon coeur
Eu tô MORRENDO de saudade de cantar renascença. Eu não conheço nada que teça música através de vozes como o repertório dessa época.
Uma das apresentações mais lindas que eu já vi, umas das músicas de que mais gosto. Só vai captar a real beleza quem já ouviu, mas fica aqui a minha mensagem escrita, já que não posso cantá-la.
| Mon coeur se recommande à vous (Orlando di Lasso 1532-1594) Mon coeur se recommande à vous Ma bouche qui savait sourire |
Brimbalar
Brimbalar é o verbo!
Pra quem pensa que madrigal renascentista é só aquela coisinha cândida: voulez-vouz brimbaler avec moi? ;)
Rainha da noite
Sou só eu ou mais alguém já achou que a Rainha da Noite (A Flauta Mágica, Mozart) parece uma Iansã mozartiana? Sei lá, tava ouvindo a Gruberova cantando loucamente a segunda ária — é, aquela do Edson Cordeiro — e a imagem me veio.
Mas a melhor adaptação moderna pro personagem ainda é uma Drag Queen. Já pensou? Ficaria perfeito, a mulher já é surtada mesmo. ;)
Horário
Eu posso estar enganado, mas horários de faculdade não deveriam se parecer com queijo suíço. :P Em compensação, eu só não me formo um ano antes porque não deixam. Se dependesse de créditos, tão sobrando já!
About AIDS
AIDS
Mulher da Vida
Ouvi esse poema na apresentação das Mulheres de Ilú, mulheres que tocam tambor, um grupo formado por cinco mulheres que há mais de 10 anos pesquisa e desenvolve um trabalho voltado para percussão, a dança e o canto afro-brasileiro. Foda! Muito foda!

Mulher da Vida
(Cora Coralina)
Mulher da Vida, minha Irmã.
De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.
Mulher da Vida, minha irmã.
Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.
Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.
Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.
Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.
A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra.
As pedras caíram
e os cobradores deram as costas.
O Justo falou então a palavra de eqüidade:
Ninguém te condenou, mulher…
nem eu te condeno.
A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.
Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.
Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.
Mulher da Vida, minha irmã.
No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.
E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.
Mulher da Vida, minha irmã.
Declarou-lhe Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no Reino de Deus.
Evangelho de São Mateus 21, ver.31.
Cora Coralina
Para uma amiga-irmã.
Bicicleta
Sou sua amiga bicileta!”
Sair. Pedalar — quase atropelar (ou ser atropelado por) umas 15 pessoas dentre as milhares que perambulam por um parque em um domingo de sol. Ver pessoas, crianças, cachorros, casais, grupos de amigos. Um cidadão performático cantando todo o repertório da Elis Regina. Uma platéia improvisada que ri sentada no gramado. Ver vida.
Minha vida pulsando com a circulação acelerada. O coração, sim, distante, mas o pensamento em mim. Se aquele eu não controlo — nem desejo tal feito —, este, pelo menos, eu estimulo. E estimulo os meus sentidos, me alimento de cores, sons e cheiros.
Penso no que sou, no que quero, no que dou. Penso nos outros e não penso mais, pois pensar pode muito bem ser doente dos olhos. Então, apenas pedalo. E me preparo para o dia que vem, para o caminho que segue, para o espírito que voa além, para o amor que me tem. Pro que der e vier. Ou não.
Golden Lula
Eu não sei se eu sorrio ou se eu só rio mesmo, lendo a reportagem de hoje da Revista da Folha intitulada “Radical Chic”, sobre a elite que começa a ser chamada de “Golden Lula”. Trata-se do efeito inusitado dessa última eleição onde um ex-torneiro e revolucionário se tornou presidente da república.
Sorrio porque votei no Lula. Acredito, sim, que ele, mais do que condições de melhorar esse país, tem interesse em fazê-lo. Duvido que vá ser fácil. Se assim o fosse, quem evidentemente não tem intenções e dar um jeito no status quo dessa sociedade não teria muito como escapar de enfiar a mão na merda. Mas acredito que a vontade ali é mais resistente, se não inabalável.
O que me faz rir são os comentários de alguns dos bem aventurados entrevistados. Tem de tudo ali, dos simplesmente impressionados com a reforma no discurso e no visual do novo presidente aos realmente cônscios acerca do tamanho do buraco onde o país se encontra. Ouvir que “sempre houve pobre na rua, mas agora chegou a um ponto que incomoda” é de matar. O que me assusta um pouco é imaginar até onde vai o grau de preocupação social de quem diz isso, se ultrapassa o medíocre desejo de poder passear despreocupado com seu relógio Bulgari ou com sua bolsa Louis Vuitton.
Não sou cientista político, social ou economista, mas me parece claro que, dentro de um sistema capitalista — é este o corrente aqui, certo? — a grana tem que estar correndo, saindo de um lugar e indo parar em outro. Isso ultrapassa a esfera nacional, mas não a isenta. E o que eu quero ver é, se a tão sonhada reforma social ocorrer — quem diz que tem preocupação social almeja uma reforma social, né? —, o que a elite vai dizer quando a mão de obra barata e despreparada culturalmente ascender do estado miserável e quiser também andar de carro, ir ao Mc Donald’s, ao teatro, à universidade. E quando não tiver mais quem lave privadas? Porque cagar mesmo, todo mundo caga. E quando não tiver mais quem queira exercer a nobre arte do torneamento mecânico em condições baratas e insalubres de trabalho? A enlevada e articulada elite brasileira resistirá à enorme atração gravitacional de seu próprio umbigo?
Estou confiante de que agora a coisa começa a melhorar, mas é sempre bom pensar no assunto, pois isso custa a TODO MUNDO uma mudança de postura política, social e ECONÔMICA.
Tarde laranja
Sabe quando você não agüenta mais nem a opressão do seu próprio quarto? Nem esta aqui? Nem a sua própria? Por que chove quando eu quero correr, pedalar, sair? Manhã chuvosa só é legal quando se tem motivo pra ficar na cama.
Saí laranja. Voltei mais laranja ainda — caderninho laranja pra combinar com a bolsa laranja, com a meia laranja, com a camiseta laranja, com a cueca… branca, era só o que me faltava!
A sola gasta no solo da Paulista. A vista farta no cinema de Almodóvar — não comento não, não tenho cacife pra isso. O vício, há tanto tempo subjugado, alimentado a três CDs pelo preço de um: tem coisas que só Neto Discos faz por você. O alento de divas não menores que Maria Bethânia e Billie Holiday. O sorriso natalino da criança crescida.
A massagem no ego vaidoso — nem eu engulo meu ar blasé de quem passou e nem viu. O sorriso matreiro que não é visto por quem observa minhas costas. Eu passo, eu mesmo acho graça.
Uma tarde só minha.
Tio 2.0
Notícia boa: vem aí Tio Gui v2.0. A melhor coisa!
Cansado
Tô cansado. Só não sei muito bem ainda como descansar.
Horizontes
Recado
Recado à nação: Eu estou bem e não vou fazer nenhuma bobagem. Tá bom assim?
Harry Potter 2
Digam o que quiserem de Harry Potter. Podem dizer que a narrativa é besta, que O Senhor dos Anéis é muito melhor — concordo —, eu não me importo. :P Tanto o livro quanto o filme não encantam a mim, mas a criança que eu carrego aqui dentro. Uma criança que sempre sonhou em fazer mágicas, se trasnformar em bicho e voar, seja com asas de anjo, com o poder da mente ou sobre uma vassoura. Nesse aspecto acho que vou ser criança pra sempre. :)
Agora… eu não sou o único, pelo visto. Tinha muito mais adulto que criança vendo o filme.
Por-do-sol roubado
E só dá eu roubando foto do Henry… Ninguém mandou tu ter máquina digital e eu não. :P
Eu quero um desses, é pedir demais?
Sentires

Não sei dizer como me sinto. Observo a chuva no mundo através das duas janelas desiguais de meus olhos. Uma é dia, a outra é verão. Uma espia, a outra, escuridão. Ando pela chuva como quem procura a origem de tanta água. Que horas são em mim agora? Hora de dormir? Hora de sorrir? Hora de andar? Hora de pedir? Hora de chorar? Hora de sentir. Olho as gotas que caem no chão, pequenos mundos em explosão, enquanto deixo meu mundo escorrer de meus olhos. E ando em atropelo por mundos sem fim sem querer pisar neles. Mundos de dor, chuva e alegria a procura da origem de tanta água. Sem rumo, percebo que estou parado. Um olho no céu, outro no chão. Um olho em mim, o outro não. Sinto que minha água ganha curso e ganha vida, minha vida que trafega sem poder chegar ao mar. Mas há mar depois da serra, sempre há mar. Sempre amar. E no amar a minha água de dor se transforma por sempre amar a possibilidade do amor. E vejo tranqüilo que chovo.
Aplausos

Ah, valeu! Tô satisfeito, acho que fiz bonito. Que sensação boa, meu deus! :)
Qualquer hora eu tento descrever a sensação de estar no palco. Não tem nada igual.
Alguém aí vem dançar comigo que eu tô feliz?
Agora é cuidar da vida. Aproveitar essa alegria pra contagiar o que tá precisando de um pouco mais de brilho. Vem brilhar comigo!
Showtime
Pré-recital
Aula de canto, véspera de recital:
— Maravilha! Valeram todas as broncas. Não tenho mais onde por a mão! É onde eu queria chegar com você.
— =)
Valeu, Barbudo! Eu tava mesmo precisando desse incentivo.
Injenção de ânimo em hora certa. Let it shine!
Guarda-choro
Fortaleza Assombrada
Ninguém viu os fantasmas espreitando das janelas de minha fortaleza, só eu. E quando ouvi palavras de outras eras chamarem por eles, corri.
Cortou-me a voz o choro e as palavras morreram na garganta com medo do mundo lá fora. Eu tive medo. Vi tudo de novo e não pude suportar.
Agora preciso voltar. Preciso dizer àqueles fantasmas que procurem outro castelo para assombrar. Não há lugar aqui para assombrações anacrônicas. Vou abrir os portões e deixar que o vento os leve. Pois esse é o meu lugar. Preciso voltar.
Cantilena
![]() |
Torpor. Transe. Meu pensamento distante. Notas suspensas no meu ouvido. Meu uivo, minha caça. Meu (en)canto de Iara. �?ria (“Cantilena”), Bachianas Brasileiras No. 5 Tarde, uma nuvem rósea lenta e transparente. Oh… |
O machismo
Pra dar uma quebrada nesse clima cuti-cuti (e afastar o sono que hoje tá foda).
MACHISMO BRASILEIRO
O machismo brasileiro, comporta-se conforme a região:
O PAULISTA:
Encontra a mulher com o outro na cama e vai fazer terapia. Afinal, o problema deve ser com ele.
O CARIOCA:
Encontra a mulher com o outro na cama, junta-se a eles e se diverte.
O MINEIRO:
Encontra a mulher com o outro na cama, mata o homem e continua casado com a mulher, exatamente como manda a TFM, Tradicional Família Mineira.
O GAÚCHO:
Encontra a mulher com o outro na cama e, ao contrário do mineiro, mata a mulher fica com o marmanjo só pra ele.
PS: Conheço variações sobre o tema. ;P
O CATARINENSE:
Encontra a mulher com outro na cama e inventa outra festa alemã para beber todas e esquecer que é corno.
O CEARENSE:
Encontra a mulher com o outro na cama e, sendo o cabra da peste que é, mata os dois e arruma outra no dia seguinte.
O GOIANO:
Encontra a mulher com o outro na cama, entra em depressão, pega a viola e vai para rua à procura de outro corno pra montar mais uma dupla sertaneja.
O BAIANO:
Encontra a mulher com o outro na cama, vai sentar na sala até que os dois terminem o que estão fazendo, pra ele poder dormir um pouco.
O PARAIBANO:
Encontra a mulher com outro na cama e enche a destruidora de lar de porrada. Decepa o pênis do cabra da peste, salga e o pendura, pra fazer carne de sol”.
O BRASILIENSE:
Sempre que pega a mulher com outro na cama, de raiva vai para o Congresso e inventa mais um imposto.
Saudade
Santa Cecília
Passou o dia da Música (sexta-feira) e o cidadão aqui nem tchuns! Relapso…
Minha Santa Cecília que me perdoe! :)
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Canela
E por falar em acidentes e percurso, eu quero trucidar o infeliz que achou que vasos vazios, pretos, de concreto, de uns trinta centímetros ficam bem, ornam com o caminho. Minha canela não achou, não.
Doeu, caralho! Fora o talho…
Mas nada que um beijinho não resolva. ;)
Acidentes
Acidentes de percurso. Pedras nas quais a gente tropeça pelo caminho. Esbarrões que damos e tomamos por aí (ou por aqui). Erros? Não, diferenças. Incompatibilidade? Por incrível que pareça é justamente o contrário. Instigação (que palavra hedionda)? Sim.
Carinhoso
Da quarta-feira, vale a dica: Ó do borogodó, na rua Horácio Lane. Sem frescura, mas muito bom — meio quente, é verdade — e um chorinho, um sambinha com aquele povo bem da velha guarda paulistana que você nunca viu na vida, mas que toca pra caralho!
E pedindo eles até deixam você cantar Carinhoso pra sua irmã aniversariante. ;)
Descrédito
Tô precisando requentar isso aqui:
“Sabe… eu detesto ser subestimado (e eu já disse isso). Quando você é superestimado sempre tem pra onde crescer. As pessoas sempre podem se desapontar conosco, mas SEMPRE nos resta a chance de crescer, superar, progedir, aprender. Subestimar é duvidar de alguém. Eu não quero ninguém que duvide de mim. Eu não quero que ninguém duvide de mim. É só isso que eu peço.”
Tô de saco cheio! Eu fico FULO da vida quando me tratam que nem o retardado, o teimoso, o inexperiente, o que não entende nada… enfim, quando não me dão o devido crédito. Eu tenho uma linha de raciocínio. Ela pode não ser óbvia, mas é coerente. Não precisa nem concordar, é só prestar atenção.
Aniversário da Má
P�?RA TUDO!!!
Obrigado. Tenho um pronunciamento a fazer. HOJE É O ANIVERS�?RIO DA MELHOR IRMÃ DE CÔCO DESSE PLANETA!!! A minha, é claro. ;) A imha irmãzinha, minha maninha, minha amiga, amor da minha vida. Pra ela, tudo o que a vida tiver de melhor, de mais belo, de mais nobre, de mais feliz. Luz, sempre, que ela merece!

Ensolarado
Pra você, meu amor.
![]() |
Estrada do Sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran – 1958) É de manhã |
* “Blue Cloud Sun” — Toby Mason
Eu não sei o que vocês vêem nesse mosaico, mas eu vejo um caminho através de pedras, planície, montanhas até o mar, o sol e o céu além. Já andei pelas pedras, perambulei através da planície e me encontro agora na vastidão montanhosa — última barreira. Sei bem onde quero chegar. Com os pés no chão e a cabeça nas nuvens.
Anti Lua Cheia
Eu tô estranho hoje. Aliás, hoje não, faz uns dias. Contrariando a Lua cheia eu me encontro encolhidinho. Não sei ao certo o que é, mas sei que o desgaste, o fim do semestre, estudo, trabalho, a distância, essas cousas não ajudam. Cabe a mim administrá-las e superá-las.
Mas estou, sim, com a tolerância meio baixa, sem muita paciência e um tanto mais sensível. Nessas condições optei por me abstrair das coisas que me estressam. Acho isso egoísta, sim, pros meus padrões. Pra me preservar um pouco. Preservar os outros porque eu me importo, sempre.
Só que dessa vez eu não estou tentando ficar bem pra poder ajudar ninguém. Não tento ser o centrado, o racional. Isso não importa. Nunca importou muito, embora sempre tenha feito parte. É só um pouco de energia sendo guardada pra mim mesmo. E tudo vai ficar bem, claro. Simplesmente porque eu quero. Porque eu amo e sou amado, imensamente.
E por falar em amor… deixa eu dizer pro meu amor — meu porto seguro — que o menor contato, uma única palavra já me anima e opera milagres, transforma a noite em dia. Farol. Alimento mútuo. Dupla sustentação. Mãos. O futuro está aqui. :)
Chuva ontem
Ontem.

Dia de Sol,
Tempestade à tarde,
Noite de chuva.
Pra ficar na cama,
Pra esquentar a cama a dois.
Infelizmente, só depois.
meu porto seguro.
Conselho de mãe
— Gui, leva um guarda-chuva!
— Não, já choveu, tá Sol.
— Mas vai chover de novo…
Claro… Conselho de mãe parece maldição: na mesma medida em que previne, te fode! :P
Vai cair o mundo por aqui. Socorro!
Teu riso
Roubei a foto dela, descaradamente.

Eu quero esse pequeno pedaço redondo de realidade sonhada à beira-mar.
Que se dane o resto. Eu quero o teu riso, lembra?
| Tu risa (Pablo Neruda) Quítame el pan, si quieres, No me quites la rosa, Mi lucha es dura y vuelvo Junto al mar en otoño, Ríete de la noche, |
PS: O dia hoje tá tão lindo…
O blog dele
Nona de Beethoven
Como é que aquele desgraçado do Beethoven conseguiu escrever algo como o trecho coral da Nona Sinfonia? Não tem UMA vez em que eu ouça e não me arrepie todo, não tenha que aumentar o volume. Que loucura.
Ibirapuera
Ibirapuera, now!
Corra, Lola! Corra!
Meu medo, minha prece
Uma notícia ruim — sempre escolho a ruim primeiro —, outra boa. Um alívio incomensurável a uma angústia contida, domada — eu tinha de segurar meu fôlego. Algumas mudanças nos planos.
Eu espero. Sou água que contorna as pedras. A água sempre encontra um caminho, tocando o firmamento e regando o mundo em contínua evolução. O saldo é positivo, sim! Com a espera também cresce o desejo, a ansiedade, mas aumenta a certeza, a cada dia.
Posso (me) libertar (do) meu medo, agora? Ouça a voz de quem ora. Escuta a minha prece fiel.
Ergo minha voz aos céus, aonde for, pra quem puder ouvir. Para mim. Para o Deus que me habita. Eu creio no futuro. E canto.
ita desiderat anima mea ad te, Deus.
Dancing days
Caia na gandaia, entre nessa festa
E leve com você seu sonho mais louco
Eu quero ver *seu* corpo lindo, leve e solto…”
A melhor coisa! Dançar loucamente, a noite (quase) inteira, cantando, rindo, suando, chegar em casa e se jogar exausto na cama. Jogate é o verbo! Tá, “na cama vazia”, nem tudo é perfeito. Mas vai ficar!
Tava com saudade de sair assim pra dançar com minha amiga-irmã-cunhada-espitirual — saudade de Ed e Gábis.
Zel, agora fiquei confuso. A gente precisa rever esse parentesco aí. Tá parecendo incesto por tabela. ;)
Baladinha
Ah, achei a danadinha… ê, baladinha! ;)
Tem uma parte em mim aqui — a suspirante — que tá tããão adolescente. Eu deixo. Preciso, até. Todo mundo precisa.
Mas *amor*, com amor se paga — suspiros, beijos, lágrimas e tudo o mais. E baladinhas também. ;)
| Como eu quero (Leoni / Paula Toller) Diz pra eu ficar muda |
Me ensina?
Rouge?
Eu baixo uma música, todo sentimental, pensando que é do Kid Abelha e quando vou ver… Quem é que tá cantando? Rouge?!!! ARGH!
Ninguém merece… :P
Melhor
Tô melhor — nada como um pouco de *carinho* —, mas tô estanho, carente. Acho que vou dormir um pouco, ouvir renascença inglesa (salve, King’s Singers!) e sonhar. Tô precisando voar alto, cobrir distâncias.
Intempéries
Cuidado! Cão raivoso.
Poucas coisas causam belos solavancos no meu humor como o famoso aviso-de-última-hora-que-fode-com-os-seus-planos-para-hoje-à-noite.
Caralhos me fodam!
Feriado
Bom… já que eu não vou ter o ensaio que eu deveria ter hoje — aviso prévio, nem pensar —, ‘bora correr um pouco, né? E estudar, que a coisa tá preta. Fim de semestre é isso aí.
Linhas do tempo
Minha linha do tempo, ultimamente:
A.J. ………………………….. J ………………………….. D.J.
A linha do tempo dela, ultimamente:
A.P. ………………………….. P ………………………….. P.P.M.P
ooohohohohohoho…






