A primeira impressão é de um pedacinho da Europa. Mas eu nunca fui à Europa, então essa é definitivamente uma impressão fabricada, apropriada, um saudade do que nunca se viu. A segunda é um pensamento fugaz, perdido em algumas esquinas: “Gente, eu tô em São Paulo!”, que vira fumaça quando o táxi entra na Av. Nove de Julho, quando se anda por San Telmo ou um prédio antigo e bem conservado assoma à vista; é outra arquitetura, outra idade. “Essa sensação acontece em todas as cidades grandes, todas elas são meio iguais no mundo”, ele diz. Mas é quando você começa a reparar nos cortes de cabelo, digamos, pitorescos, que você definitivamente se convence de que está é em Buenos Aires mesmo: será que algum outro lugar do mundo abusa tanto dos repicados? será que os mullets sobreviveram em cativeiro ao fim dos anos 80 tão bem quanto aqui?
Mas Buenos Aires é linda. Linda como uma cidade feita pra mim. Eu tenho esse hábito de me apropriar dos lugares que conheço, sabe? Absorvo como um suspiro e levo embora dentro de mim. Cada cor, cada som e cada cheiro é como um beijo roubado; cada beijo roubado é um retrato cravado no peito; cada peito, mais uma história de amor.
Baby, tenho saudades! Ponto.
Amado, você, definitivamente, tinha que estar aqui!
amo essa cidade, ainda vou morar lá um dia… nem que seja bem velhinha, mas pra poder dizer que, ao menos no fim da vida estive no meu lugar favorito no mundo todo. E logo eu, tão nacionalista, me vejo completamente apaixonada pela capital dos hermanos…
Amei seu texto. O penteado deles é algo que realmente me surpreende…
copiei e colei no meu blog pq acho que o mundo inteiro tem que ler, mas dei créditos, pq a gente é pobre mas é limpinho… =o) se vc se chatear, me avisa que eu tiro…
continua escrevendo sempre, pq eu sou muito egoísta, e mesmo seus textos cheios de dor me fazem bem…
boa temporada nessa terra boa.
bjos
Não tem problema, Lucia. Dando os devidos créditos, tá tudo ok.
A idéia não é bem que os textos sejam cheios de dores, mas uma elaboração delas, quando elas estão presentes. E das alegrias também, mas as alegrias são muito mais fáceis: elas são, nem precisam de elaboração porque ninguém quer se livrar delas — ninguém são, pelo menos.