Milênios, milênios

Engraçado como meu sentimento por você confunde o tempo e o espaço. Uma mistura do que não é mais com o que não foi. O futuro de um pretérito. Nesse encontro de parelelos você existe — você se deixa existir? eu te crio? —, uma incógnita carinhosa numa equação de coordenadas que eu não compreendo muito bem. Um amor… é, um amor. Ponto. Qualquer outro detalhamento parece diminuí-lo e ferir leis universais. Um amor que existe e não sei de onde, mesmo que a gente não se ame. Amores serão sempre amáveis.

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