So this is Christmas…
Eu não sou uma pessoa profundamente religiosa, no sentido ritual da palavra. No entanto, sou uma pessoa profundamente espiritual. Por que profundamente? Porque o que eu sinto é um anseio, quase uma necessidade de encontrar algo ou alguém além desse plano de existência. Há uma força que me impele a buscar sinais, a acreditar. Acredito que essa nossa vida simplesmente não termina com a morte — não sei se porque sempre foi assim ou porque fizemos assim — e acredito no bem, na boa vontade, na evolução da mente a da alma.
Não acredito em fanatismos. Minto. Detesto fanatismos. Um regime fanático tenta, por meio da força — física, intelectual ou espiritual, tanto faz —, impor sua verdade, uma realidade própria que soterra todas as outras possibilidades de verdade, pois elas existem. Ele tolhe, de forma intolerante, a diversidade. O fato de negarmos a existência de uma possibilidade não significa que ela não exista. As possibilidades sempre existem, acreditemos nelas ou não.
Acredito na liberdade, na igualdade, na fraternidade. Acredito que a liberdade de um termina onde a liberdade do outro começa. Faz-se necessária então a sociedade, mas ainda temos muito o que aperfeiçoá-la. Acredito na igualdade, quando a diferença nos discrimina, e na diferença, quando a igualdade nos descaracteriza — quem disse isso? Acredito na força das boas intenções, mas não na sua infalibilidade. Acredito na força das más intenções e, portanto, às nego.
Acredito no amor, em sentido amplo, diverso, completo, não como uma força imutável, certa, mas como uma força de mudança, às vezes de evolução, às vezes não. Mas essencialmente uma força da vida. Acredito, com todo o meu ser, com toda a minha vontade, na Vida. E acredito na arte como expressão dessa energia vital.
Acredito nos direitos humanos. Acredito nos direitos dos seres vivos. Acho que o homem só vai parar de pisar em falso por aí quando entender de uma vez por todas que ele *não* é o herdeiro de Deus. Que se Deus tem herdeiros, somos todos portadores desse quinhão. Equilíbrio é a chave.
Portanto, aposto na diversidade. Na mente, corpo e espírito. Tenho no peito a certeza de que o universo tende a ser tolerante a medida em que cada verdade aprende que não é única.
Portanto, sou filho pródigo da Esperança. Sou crente, sou amante, sou fiel. Sou eu mesmo a cada dia e luto com cada fibra para ser melhor.
E desejo. Desejo em prece, em um anseio vibrante que este novo ciclo traga o bem, a evolução, a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a diferença, a diversidade, a tolerância, a mudança, o equilíbrio, a esperança, a vida, o amor e o peito cheio de arte a todos aqueles de boa vontade.
Amém! Shalom! Saravá! Namastê!