Audi Coelum na Basílica do Carmo

Programa
Monteverdi: Audi Coelum
Charpentier: Litanies de la Vierge
Schütz: Eins bitte ich vom Herren
Schütz: O Herr hilf
Charpentier: Laudate Dominum

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Ceia & Canto no Convento do Carmo
Um jantar à luz de velas nos jardins de um Convento e a música do Audi Coelum: no próximo dia 30 a Basílica de Nossa Senhora do Carmo será palco desta maravilhosa combinação. O Audi Coelum dá início ao evento na Basílica, com entrada franca, em seguida as portas do Convento do Carmo se abrem e arcos, uma fonte, tocheiros e um quarteto de cordas aguardam os convidados para o jantar. Comparecendo ao Ceia & Canto no Convento do Carmo, além de participar de noite única, você ajudará nas obras de recuperação da fachada da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, patrimônio histórico tombado da cidade.

Concerto: entrada franca
Jantar: R$ 150 (Convites pelo telefone: (11) 3289.2088, ramal 236, com Rosana)

Mais informações: www.basilicanscarmo.com.br

Valsa para uma menininha

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão…

Aniversário da linda-irmã.
And I’m not quite into the birthday mood, damn it!
Eu queria simplesmente explodir num dos meus abraços hoje, mas… cadê?
Orgulho pelas conquistas da caçula, preocupaçãozinha com os problemas, carinhos e irritações de praxe. Só que anda um quê de estranho e recluso aqui dentro. Respeito os meus processos, mas tinha de ser hoje?

Refrão, meu refrão

“Adeus, adeus
Meu pandeiro do samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora chorando
Com meu coração sorrindo
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada…”

“Mas a vida é real e de viés…”

O caos na minha escrivaninha já atingiu proporções cósmicas!
A parte boa é que eu não perdi meus óculos escuros. E vocês agora têm mais uma revelação bombástica, fantástica e absolutamente indispensável sobre mim.

É, nem eu.

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Astral recebe bênção de Vênus, que, em Sagitário, sinaliza menos rancor e controle no amor e nas amizades. As suas finanças irão melhorar por causa de novas chances de sucesso de um parceiro de vida ou trabalho; confie nisso. Temas difíceis também poderão ser encarados com mais graça. (Folha)

Regente no meu ascendente… E isso é bom, Cérebro?

Mas vai, abençoe minha conta bancária, faz favor; eu ando mesmo querendo a minha parte em dinheiro. Não entendi bem essa parte das suas finanças (no caso, minhas) melhorarem por causa das novas chances de sucesso de um parceiro de vida (hein?) ou trabalho, mas eu torço pelo sucesso dos outros, e se vai sobrar pra mim, melhor ainda, agradeço.

Vem cá: parceiro de vida é piada, né? Ha! Muito boa, muito boa!

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Eu ando sem a menor vontade de falar da vida — ela existe, ela anda, ela urge, ela é, e da conta de pouca gente. E mais, via de regra, escrevo, depois olho, leio e penso: que merda é essa, por que eu escrevi isso? Então eu acho melhor vocês irem ler um livro. Se gostar, me recomenda!

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Vocês ainda estão aí? Andem, andem!

Guimarânico

“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.”
(João Guimarães Rosa)

Já não sei quantas vezes morri de amor — quantos dias, quantos segundos. A gente morre e vive de amor; de dor e de alegria. Pode a vida estar tão perto assim da morte? Como pode o brilho sublime dos olhos, que prende a suspiração, de tão distante no espírito se aproximar de um rasgo no peito, uma ferida que sangra e nunca sara — ela sara, marca, mas sara, a gente sabe, mas só sabe depois que sara; enquanto sangra, sangra pra sempre.

Eu acredito em amores. Acredito no poder transformador que o sentimento tem, mas não acredito (mais) em milagres, acho; é tão preciso querer quanto empenhar. As ondas de emoções que o alimentam são tão capazes de trazer tormento quanto felicidade, mas então por que não acreditar antes e principalmente na possibilidade de sucesso? Ah, todas as vezes em que eu tinha em mim a crença e no outro a dúvida! Nem por isso errei menos, vale lembrar. Mas fica um gostinho triste na sensação de, talvez, ter acreditado sozinho. Ou, quem sabe, o cego, iludido, fui eu.

Sim, eu sinto falta daquele amor que acredita, se entrega; um amor de vida e não de morte. Em mim, antes de mais nada. Um amor dentro do amor, mais puro. Fato é que cansei de procurar, tanto quanto cansei de promessas de amor baratas — qualquer amor. Cuido de mim, dos meus planos e sonhos. E tergiverso.

A paz de espírito não depende das ocorrências. Leve em conta que você existe num mundo atormentado, em agonia, e que por isso seria tolice esperar que esse produza a paz ansiada. Paz no coração é algo que você terá de cultivar. (Quiroga)

Eu eu tava ME achando fatalista… Ok, vamos parar por aqui. Eu ganho mais com o show da Bethânia, hoje, do que com essa ladainha. Mas é difícil desistir do que eu sinto (ou como sinto) por um punhado de emoções baratas, vez em quando ou freqüentemente. É difícil abandonar (ou transmutar) a própria essência, ser o que não se é. Sou construtivo, ergo catedrais, mesmo que sejam pra ecos e fantasmas.

Mas não pra quaisquer amores. Esses não, não mais.

Desafino

A lua tá fora de curso
ou fui eu que saí dos trilhos?

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O mundo artístico é realmente um espetáculo. Não adianta, as pessoas não sabem mesmo o que é jogo limpo, clareza, fair process. É um balaio de egos, vaidades e inseguranças; arte vem em segundo plano. Quando não, falta profissionalismo mesmo, método, esmero, visão e, por fim, talento. Ai, isso me brocha tanto…

Quem assiste não sabe o suor que é caçar uma oportunidade aí no meio.
Um exercício de perseverança e paciência transcendental, é o que eu digo.