Promessa

Tenho amor.
Não vendo,
não empresto,
nem troco.
Não dou
(o coração
que é meu).
Mas amo.

Talvez num tempo da delicadeza…

[“…Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu”
]
(Chico)

…seja possível então eu ser o que eu sinto,
e todo o sentimento talvez não seja demais.

Copa e cozinha

Acho que é justo dizer: c’est fini!
Eu sei, foi péssima. Mas lá também não ajudaram, então…

Uma parede chamada Cristina

Aos 33 anos, a parede da cozinha resolveu enfartar. Na prorrogação de Alemanha versus Portugal, a dita começou a estalar que nem madeira no fogo e os azulejos descolaram quase todos da parede. Só não caíram porque tavam grudados uns nos outros. Daí toca afastar a geladeira, subir na escada e ir descolando um por um — e a agonia daquilo tudo resolver descolar de vez? — antes que despencasse tudo.

Enquanto isso, os pênaltis comendo lá na sala!

Azulejos portugueses, só podem ser.

A censura da censura

Eu não sei se fico bravo comigo porque escrevo o que sinto ou porque fico bravo comigo porque escrevo o que sinto. Além de tudo eu tenho um superego recursivo!

Eu devia dar aulas de superego. Curso avançado. Vou ficar podre de rico! Não vai resolver nada… Mas o terapeuta que eu vou pagar depois disso vai, tenho fé! :P

+

Vamos esquecer esse assunto?
Vamos, né? Então.

+

Eu canso do drama.
Eu canso do blasé.
Eu canso.
Cansei.