Comentário

“Oi guilherme,
Evidentemente você não me conhece e, para dizer a verdade, descobri há pouco sua existência…
Na realidade eu resolvi que deveria te escrever para comentar uma coincidência: quando fui ao Masp, nunca poderia imaginar que algo me tocasse tanto quanto Ofélia de Paul Steck, assim como você. Como estudo arte, pensei em procurar mais sobre ele na Web, entrei em todas as formas de busca possíveis, e entre elas, você surgiu.
Não havia entendido nada, então comecei a ler tudo que aqui registrou até que ouvi o som que você está relacionando à obra.
Fiquei aos prantos, amei e fiquei profundamente emocionada… Se eu ainda tinha alguma dúvida sobre o que estudar definitivamente, você, com seu bom gosto, acendeu uma luz à uma estranha… Imagino como deve ser iluminado aos seus próximos…
Guilherme, bravo Figaro!
Um abraço, Parabéns.
Bia”

Olá, Bia! Que maravilha! Que comentário gostoso! :) (tô comentando aqui porque você não deixou seu comentário no post relacionado ao quadro, nem em algum post recente e eu não tenho como procurar agora, ok?)

Eu gosto muito quando algo que eu escrevo atrai alguém novo, alguém desconhecido que demonstra, mesmo assim, a mesma sensibilidade para algo que me toca. Acho que luz atrai luz ;), adoro quando essa sintonia se manifesta.

Eu já conhecia La mort d’Ophélie, de Berlioz, a música que você ouviu, e conhecia o quadro, mas não ao vivo. Meu processo foi o inverso, mas não menos impactante, pois quando me vi defronte dele era como se estivesse ouvindo as primeiras notas da melodia seguindo as pinceladas. Foi mágico, não dá pra descrever. Que bom que você gostou!

Deleite

Eu fui olhar o log porque não é possível, eu tô ficando louco. Não, não tô. Ou tô, vai saber? E quem se importa? Tá tudo ali escrito mesmo. Rapaz….

Definitivamente, hoje foi *você* quem me tirou do prumo. *ui*
Durma-se com um barulho desses!

Dia maravilhoso

Foi um dia maravilhoso! Aulas excelentes, massagem excelente, conversa excelente e um abrir de cartas à minha frente que foi simplesmente emocionante. Um verdadeiro presente, tanto passado, quanto futuro. A calma, a força, a alegria e a determinação que isso me dá ninguém me tira e simplesmente não tem preço. Obrigado, minha amiga, por absolutamente tudo!

Pra coroar, um concerto no Mosteiro de São Bento na companhia de um doce amor e um doce sujo ;)

Agora é pendurar o sorriso e ir dormir, se é que um sonho poderia se melhor.

PS: Faltou você, tremelga. Precisamos conversar, né? Olho no olho. Delírio conjunto.

Perdi a hora

Tão bobo que perdi a hora. Corra Lola, corra!

Perdi a hora, mas não vou perder a chance. ;)

Sem poesia

E hoje não tem poesia
nem preludio
Hoje sou puro prenúncio
contando os dias.

Porque *ele* vem me ver! =) E porque eu tô bobo, bobo, bobo, bobo, bobo… e feliz!

Diálogo

Colóquio amoroso:

— *ai*
— *ui*

Pra bom entendedor, meio gemido basta. O resto é só meu. :P

Defesa

Deixa eu aproveitar que *ele* foi dormir e falar da defesa do fratello.

Foi linda, maravilhosa! Durou a tarde inteira, mas cada argüição, cada vez que um professor da banca falava, cada vez que ele repondia meu orgulho só fazia crescer mais e mais e mais… Tão claro, tão coeso, tão elegante, tão lindo! Eu e Zel não cabíamos em nós mesmos. Eu não saberia comentar, ilustrar, transmitir a mínima parte do que foi, pra mim uma experiência estética, muito mais que literária. Me sinto burro, tosco, tacanho. Falar das palavras dele com as minhas é, hoje, um sacrilégio.

Ele é meu irmão-do-coração, meu orgulho, sim, e eu vou sentir muita saudade, mais do que seria possível dizer. Mas sei que, agora que ele e Ed estarão juntos, a vida lhes será brilhante. Amo vocês!

Defesa do Gábis

E o meu fratello chego-oou!!! Aquele que eu escolhi pra irmão mais velho. :)

Vamos eu e a joanina, à tarde — correndo, em cima da hora, pra variar —, pra USP, prestigiar a defesa da tese de doutorado do nosso irmão. :)

Tô contando as horas!

Me recolher

Vou dormir. Ou deitar, ler, me recolher.
Mas deixo meu colo — e tulipas! — aqui pra *você*.

Sinto frio

Præludium

A noite está quente
Entretanto, de repente
sinto frio
Não o físico
mas aquele interno
Vazio
Arrepio de não exercitar
meu calor
Vontade de embalar
os sonhos de alguém
num prenúncio —
quem sabe? —
um prelúdio de amor

Chama

Pra minha amiga
Pro meu amor
Te empresto minha chama
Te dou meu calor
Que iluminem o caminho
?gua, fogo e flor

Explicando

Explicando. Tava querendo falar sobre palavras. As minhas. Mas na última oportunidade tive minha tranqüilidade e minha concentração *roubadas* — veja bem, ninguém aqui tá reclamando disso, não!

Hoje, procurando ao léu, dei de cara, como volta e meia acontece, com esse poema de Herberto Helder do último post. Tradução simultânea. Não conhecia o autor, assim como não conhecia essa citação de W. H. Auden, mas com ela me identifiquei:

“Aos olhos dos outros, um homem é poeta se escreveu um bom poema. A seus próprios, só é poeta no momento em que faz a última revisão de um novo poema. Um momento antes, era apenas um poeta em potencial, um momento depois, é um homem que parou de escrever poesia, talvez para sempre.”

A minha relação com poesia é bem pessoal — a de todo mundo deve ser. Não tenho método, não tenho regra. Escolho as palavras pela sua melodia. Sim, elas contêm uma música que é primordial! O som veio antes da palavra e o pulso, antes da pontuação. É por isso que, quando calha, escrevo. Porque nem sempre posso cantar, mas preciso, sinto uma necessidade urgente de dar forma ao que sinto sem, contudo, aprisionar à escrita dura a fuidez do pensamento.

Nem sempre rimo, nem sempre meço, mas sempre que — o coração pulsa e o espírito voa — escrevo, o faço cantando. Internamente. Há um anteparo musical por trás do pensamento estruturado, costurado às letras, linhas, poemas. É um processo vibracional — será que alguém entendeu? Não sei de onde vem. Vem de mim. É como se as várias engrenagens, em dado momento, estivessem todas na posição certa, própria, prontas para dar vida à pena. Quando não é assim, simplesmente não consigo e o pensamento se desfaz como um som em meio a ruídos. Quando ocorre, é como música que invade torrencialmente, do porão ao sótão, os meus vasos.

Claro que gosto do que escrevo. E é porque gosto que oferto, dedico, dou esse pedaço de mim a quem amo. É meu canto de sereia solidificado.

Sobre um poema

Lê! Depois eu explico.

Sobre um Poema
(Herberto Helder)

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

— Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
— E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Amostra

“Você verá. Quando aplacar a fúria de minha febre e inundar o mar de minha boca com a tua, verá que não sou mais eu, mas o reflexo da luz de teus olhos luminosos que te sorri. Assim como eu, ao invadir teus vastos domínios verei, pleno, que é a mim mesmo que me invado.”

Começou assim… mas eu tenho a impressão de que exagerei depois. >;-)

Asteriscos

Depois de tantos *asteriscos*, acho que o Messenger nunca mais será o mesmo. ;)

Nem eu…

Desculpe

Onde Estará O Meu Amor?
(Chico César)

Como esta noite findará
E o sol então rebrilhará
Estou pensando em você
Onde estará o meu amor?

Será que vela como eu?
Será que chama como eu?
Será que pergunta por mim?
Onde estará o meu amor?

Se a voz da noite responder
Onde estou eu, onde está você
Estamos cá dentro de nós
Sós…

Onde estará o meu amor?
Se a voz da noite silenciar
Raio de sol vai me levar
Raio de sol vai lhe trazer

Onde estará o meu amor?

Me desculpa?

Disconnected

Como assim, “You have been disconnected”? Quem deixou, tá louco?! Messenger feladaputa, conecta essa porra! J?!!!

Requentando

Requentando…
C’est pour *toi*

Mon coeur s’ouvre à ta voix


?ria de Dalila, da ópera Samson et Dalila de Camille Saint-Saëns. Libretto de Ferdinand Lemaire.

Mon coeur s’ouvre à ta voix,
comme s’ouvrent les fleurs
Aux baiser de l’aurore!
Mais, ô mon bienaimé,
pour mieux sécher mes pleurs,
Que ta voix parle encore!
Dis-moi qu’à Dalila
tu reviens pour jamais,
Redis à ma tendresse
Les serments d’autrefois,
ces serments que j’aimais!
Ah! réponds à ma tendresse!
Verse-moi, verse-moi l’ivresse!

Ainsi qu’on voit des blés
les épis onduler
Sous la brise légère,
Ainsi frémit mon coeur,
prêt à se consoler,
A ta voix qui m’est chère!
La flèche est moins rapide
à porter le trépas,
Que ne l’est ton amante
à voler dans tes bras!
Ah! réponds à ma tendresse!
Verse-moi, verse-moi l’ivresse!

Samson, je t’aime!

My heart opens to your voice,
like the flowers open
To the kisses of the dawn!
But, o my beloved,
To dry my tears the best,
Let your voice speak again!
Tell me that to Dalila
You will return forever,
Repeat to my tenderness
The oaths of other times,
the oaths that I loved!
Ah! respond to my tenderness!
Pour out to me the drunkeness!

Like one sees the wheat
the blades undulate
Under the light breeze,
So trembles my hear,
ready to be consoled,
by your voice which is dear to me!
The arrow is less quick
to carry death,
Than is your love
to fly into my arms!
Ah! respond to my tenderness!
Pour out to me the drunkeness!

Samson, I love you!

Ouça!

*ohohohohohoho*

Perdi o rebolado

Eu tinha algo que eu tava matutando pra escrever aqui agorinha mesmo, mas chegou *alguém* e eu perdi o rebolado. ;)

É foda, as palavras sumiram e a concentração foi pro espaço!

Fôlego

Vou é gastar meu fôlego na piscina. ;)
Nadar feito um condendado.

*pecado*

O chão

O problema (ou solução) é que, ao invés de pousar os pés no chão, prefiro trazer o chão aos pés. *sigh*

Quando o Carnaval chegar

Ascendente em Sagitário
Espírito otimista, entusiasta e exuberante, você é uma pessoa que ama a aventura, a mudança e a exploração de novos territórios. Torna-se infeliz se tiver que ficar restringido, limitado ou preso a um pequeno mundo por muito tempo. Possuindo uma forte inquietude, procura quase sempre vivenciar seus sonhos imaginando desfrutar o futuro no momento presente. Você gosta de movimento, no sentido literal e figuradamente. Idealista e otimista, espera que tudo melhore posteriormente.

Esse sou eu, ou parte de mim, porque sou dicotômico. Plural.

E essa é a hora em que eu chamo o Touro dentro de mim e finco meus dois pés no chão, senão o Sagitário — que é fogo, além de corpo de cavalo só faltava ter asas de Pégaso — já vai longe, galopando e lançando suas flechas ao léu. Não dá! A quantidade de energia que eu sou capaz de desprender é IMENSA, até a mim assusta, imagine aos outros. Só que a minha expansividade tem seu preço e é difícil pra mim me manter coeso, focado, quando o espírito escapa ao corpo e voa…

…Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando, não posso falar
Tô me guardando prá quando o carnaval chegar…

Mas que fique claro: meu desejo é certo — senhor! como é certo! —, a distância é fato, a intenção, sincera e o destino… decerto ao futuro pertence. Não quero queimar o que, de fato, foi feito para arder. Combustível. Chama… me chama…

…Há quanto tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
Tô me guardando prá quando o carnaval chegar…

Sou intenso. Sou vibrátil. Yin e Yang. E é pra preservar essa intensidade, pra me preservar, pra proteger o que pode vir que tento e me esforço para não projetar, para não transferir, não idealizar. Não vim aqui pra (me) perder, vim aqui pra (te) encontrar. Bibelô.

…Eu tenho tanta alegria adiada, abafada, quem dera gritar
Tô me guardando prá quando o carnaval chegar…

Tatuagem

Tatuagem
(Chico Buarque – Ruy Guerra)

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem.
E também pra me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava.
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina,
Salta e te ilumina
Quando a noite vem.
E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta,
Morta de cansaço.
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que se retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem.
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva,
Marcada a frio
A ferro e fogo
Em carne viva.
Corações de mãe, arpões,
Sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo mas não sentes.

Sorriso

Ok. Agora eu vou ter problemas em explicar esse sorriso que insiste em se dependurar nas orelhas. =)

Não sei até quando eu agüento, não…
Mas deixa… deixa que eu sou forte.

Chinelão

Chinelão, bermudão e regata. A gente bem vê que eu não dava pra estudar direito MESMO. Zero gravata!

Que calor é esse, meu deus?

Língua mordida

Eu não sei com que sonhei
Nessa noite perdida
Mas a danada da língua
Acordou foi assanhada
Que de tão serelepe
Me levou até mordida!

*ai*

Minha poesia

Impromessas Possíveis

Palavras possíveis
Que acendem
O desejo distante
A vontade latente
O beijo errante
Que voa incerto
Com o espírito dormente

Impromessas contidas
Que traçam
Um futuro ardente
O código absurdo
Do toque fremente
O pré-gozo mudo
De uma noite quente:

*suspiro*

Taí, Minha poesia. *ohohohohoho*

Ansiedade

Don’t lose heart now – believe it or not, you’re doing better than the other guy. Stick to what you know and hopefully love, and it won’t be long before the uninvited anxieties that showed up fully expecting milk, cookies, and room and board go slinking back to their caves with their heads hung low in defeat.

*HAHAHAHAHAHAA*
Que horóscopo é esse?! :) Eu me vejo com uma cadeira em punho, dando chibatadas em fúrias bestiais e ansiosas que tentam sair de suas jaulas. Não é pra tanto.

Agora… que a curiosidade tá pelas tampas, lá isso tá! ;)

Meteorologia

Eu acho que tem uma massa de ar quente vindo do Sul. Não? Ah, eu não confio em pervisões meteorológicas. Prefiro confiar na minha intuição. ;P

“Numa nuvem
Placidamente deitados,
Unidos, embrulhados
Na alvura fluante
Sê minha amante,
Senhora dos meus desejos…
Põe-me Teu seio de fonte
E o Teu ventre de horizonte,
Deixa-me beber
Em todos os Teus recantos
E matar a minha sede
Gota a gota, encantos
Na frescura dos Teus beijos…
Deixa-me levitar real
Sonhar… Acariciar… Pensar…
Iludir-me e transcender a magia
Segreda-me anseios, solicita-me,
Aperta-me, excita-me…
Anda… Dá-me a Tua poesia!”

Nossa, mas é pra já! :)

Presentes

Eita domingo que rendeu… ;)

“Foste Tu o contorno
Do sol vazio
Que me inundou
Neste Domingo frio
De calor intenso…
Beijei-Te e acariciei-Te
Em pensamento
Sem me importar do tempo
Alheio a tudo e a todos
Em meu redor
Objetos e coisas
Pessoas
Sombras sem valor
Mundo a que cada vez menos
Pertenço
Foste Tu
O meu vale a pena de ser
De sentir e esperar viver
A orgia dominical do futuro
Foste Tu o meu longe seguro
Foste Tu a dádiva de ar puro
Foste Tu o dia que tinha de ser!”

Eu simplesmente adorei. ;)

Suspiros

Alguém me diz como é que a gente faz pra parar de *suspirar*? Vai faltar ar no ambiente daqui a pouco! ;)

La Golondrina

Essa é pra você que anda perdido pelos Andes.

La Golondrina
(N. Serradel & N. Zamacois)

¿A dónde irá veloz y fatigada
La golondrina que de aquí se vá?
¡Oh! Si en el viento se hallará estraviada
Buscando abrigo y no lo encontrará

Junto a mi lecho le pondré su nido
En donde pueda la estación pasar
También yo estoy en la región perdido
¡Oh cielo santo! Y sin poder volar

Oiré tu canto ¡Oh tierna golondrina!
Recordaré mi patria y lloraré

Elogios

E por falar em ontem, eu preciso aprender a receber elogios. Por que cargas d’água a minha primeira reação ao ercebr um elogio — por mais desprencioso que seja — é negá-lo? Modéstia? Não creio…

É sério! No campo profissional eu me viro muito bem. É outra coisa, tô ali pra isso, me esforço pra isso. Mas quando levo um “Tá vendo? Todo homem perfeito que eu conheço é gay!” no meio da fuça digo logo um “Mas eu não sou perfeito!” em vez de ficar com a minha boca fechada ou agradecer. :P Tá, que eu não sou perfeito é óbvio, mas também não preciso explicar.

E não é modéstia mesmo. Na verdade, tenho medo da minha vaidade às vezes. Fora a timidez.

Massagens

E ontem, fazendo massagem no povo, uma coisa me chamou a atenção. Eu já tinha notado faz tempo, intuitivamente e depois confirmado pelo Marie, que a intenção do toque na massagem é fundamental, faz toda a diferença. Mas ontem, massageando pessoas que eu acabara de conhecer, percebi que a intenção ao receber o toque da massagem forma o outro lado da mesma moeda. Massageei três pessoas e a que estava menos tensa, no caso, me pareceu a mais difícil de massagear. Na realidade, foi a que mais me cansou. Engraçado isso!

Massagem pra mim é, antes de mais nada, uma troca de energias. A despeito da ação física envolvida, o lance é emprestar a sua energia, é usá-la para fazer circular a energia do outro. Olhando dessa forma, se o outro não “aceita” a massagem ou permanece indiferente a ela, uma barreira que não é necessariamente física se faz presente. Tive essa sensação ontem. Em determinada hora faltou trânsito e eu me cansei mais.

O mesmo não aconteceu quando a anfitriã resolveu retribuir minha massagem, desculpando-se pela falta de jeito. A massagem foi excelente. A intenção presente no toque dela e a minha disposição em recebê-lo superaram de longe o destreino do toque físico. Muito interessante.

Começando o dia

Um desabafo, uma taça de sorvete de flocos com banana e (principalmente) a conversa, a expectativa, o jogo claro, descarado, a aposta, o doce duelo entre a minha curiosidade e minha ansiedade… Bah, tchê! Um inevitável e irrefutável sorriso no meu rosto!

Pronto, acho que agora meu dia começou. :)

Não mais Madredeus, agora sou Caetano. Fina Estampa!
A la rumba azul
Vamos…

Balada?

Eu preciso rever a conceituação do termo balada. É que combinar de sair pra dançar e passar a noite numa casa com um monte de gente que eu nem conheço, esperando, é meio broxante. Enturma-se, conversa-se, faz-se massagem — eu gosto e ando com o óleo na bolsa mesmo, tá? —, ok. Mas a opção de sair sozinho pra lá de meia-noite é sem graça que dói, depois de tanto combinar.

Antes de mais nada, eu sei que a opção é minha, etc. Mas eu simplesmente não queria ter que escolher. Egoísta? Um pouco. Acho que de vez em quando eu também tenho esse direito.

Ah, dasanimei. Vou ficar aqui ouvindo Madredeus.

Mosca

Hmmm… como eu queria ser uma *mosca* só pra dar uma olhada em outras praias. Assim, como quem não quer nada. ;)

Sorvete

Suicídio! O Vitinho quer que eu me mate! Um balde de sorvete de flocos com banana e BIS é suicídio! :P

Mas, senhor, como é bom!
Ah, sim, eu sou um bom anfitrião. Não ia deixar um hóspede se entupir de sorvete sozinho, né? ;)

O sonho

Então… o sonho. É estranho. Não é um pesadelo — há vários anos que não tenho algum — mas é incômodo. Marie, vou precisar da tua ajuda agora.

Estou em uma casa imensa, uma mansão mesmo, acho que em Campinas, não é São Paulo. Ela não é muito bem definida. Pessoas conhecidas e muitas não conhecidas, colegas e alguns professores da faculdade (os dois de regência, pelo menos). Mas a casa está abandonada. Estamos todos pegando nossas coisas, tudo o que há pela casa e indo embora. Um pátio que serve de estacionamento está cheio de carros, todos da casa mesmo. Escolho a perua mais cara que encontro, uma Mercedes-Benz imensa pra poder levar meu cello. Está sem chave, mas tudo bem porque é automática e é só pisar no acelerador que ela sai andando. Dou uma volta e volto pra casa. Quero pegar minha mala o meu cello e ir embora. Não gosto da casa, tenho arrepios quando estou lá dentro. Tenho dificuldade em encontrar o meu cello entre outros, dentro de suas capas. Não tem mais quase ninguém naquele cômodo. Cato um punhado de moedas no chão, não sei se fui eu que as espalhei. Um colega sentado entre as tranqueiras pelo chão fala alguma coisa que eu não entendo (ou não lembro). Coloco tudo no porta-malas e saio. Todos os carros já estão ocupados e saíram agora. O bairro está cheio de carros da Polícia Militar, todos novinhos, Vectras e Blazers, fazendo suas rondas. Não confio na polícia, sonhando ou não. Em cada rua que entro dou de cara com um ou dois. Começo a ficar um pouco nervoso: como vou explicar que não tenho a chave do carro se me pararem? Todos tinham que sair da casa, sabíamos disso, não era bom ficar ali. Alguém comentou que eu deveria ter pegado outro carro. Não consigo sair do bairro, não acho a via principal e tento voltar pra casa, mesmo sem saber como. De repente, estou de novo nela, sozinho, e tropeço em umas tranqueiras barulhentas pelo chão daquela mesma sala, agora meio escura. Brinquedinhos, quinquilharias, sei lá. Nao é noite, é um fim de tarde, acho, e a luz da sala está apagada. Uma risada de mulher, de meia-idade, invade a casa toda, zombando de mim. Ela é má. Estou no carro de novo, indo embora, preocupado e começando a ficar com medo, mas eu sei que aquilo é sonho, só quero chegar ao seu final. Então ouço uma voz em pensamento, doce, calma, mas poderosa, certa: “eu estou aqui”. O medo passa, a preocupação acaba. Um calor, uma alegria me invade. Olho para o encosto do assento ao lado e vejo a barriga de minha mãe. Ela não está lá, é seu espírito, sua energia talvez, mas ela está viva. Estou olhando muito de perto. Afasto a cabeça e ela está lá inteira, real agora, sorrindo maternalmente pra mim. Sorrio. Abraço seu colo e pouso minha cabeça em sua barriga, feliz. Ela me abraça como filho que sou, olhando pra minha cabeça. O despertador toca e eu acordo.

Adivinha quem foi a primeira pessoa a entrar no meu quarto, acordando logo depois de mim.

Mensagem noturna

Rapaz!!! *HAHAHAHAHAAHAHAHAHA* Eu devia ter deixado o som do micro ligado pra acordar numa hora dessas! Mesmo porque eu preferia uma crise de riso madrugada adentro do que o sonho estranho que eu tive — sobre o qual eu falo depois. :P

Tem gente que tá criando escola — não, foi ele não. Mesmo anoninamente (onrron!), essa tem que ir pra posteridade. ;)

Chuchu, da próxima vez me liga! Eu vou adorar esse diálogo.

Session Start (ICQ – XXXXXXX:XXX): Sat Oct 12 04:23:55 2002
XXX: ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
oooooooooooooooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

ei! assim nao vale! o i anda mjto mais debahar do que o ooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
XXX: se vc ta dormido, por qeie cabaar sa dahia esa m ocq?
ossp [e cpmntra p racopma,emtp de emergoa. raáz;
ei adpro esse bariulinho do icq qdp muda de linha…
pim
pim
pim
ó,e
pim
pim
pim

XXX: aaaaaaaacocooooooooooorrrrrdaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
XXX: vamos vrincar de pim?

pim
pim
pim
pim agora com uma mao zó
pim
pim
pim
pim
pik
parece um trenzino, qe gracinha!
XXX: eu nao sei porque vc foi dormir e nem saiu comagente… eu nem si eireto , as sei ue foi muito engrçado. e o lula me deixou dormir mo colunho dlwi.
a gente vai se ver amamna,na voua? e
a oe que vc nao vai acordar emsmo? agora me diz se eu snao sou excelente datigloghrafa, mesmo sem ter noaço do ue faço tudo sai certo ,ano sai? o maori problema é a mknha cabeã. que esta meo tontya….
*** XXX signed off at Sat Oct 12 04:52:21 2002.

Vou até responder as perguntas decifradas:
1– Eu ia explicar que “o” anda mais rápido que o “i” porque é mais largo, mas acho desnecessário.
2– O ICQ ficou aberto porque deixei o micro ripando um CD. Acho que de agora em diante vou deixar aberto sempre. ;) O resto nem eu entendi… Ah! “é contra o racionamento de energia, rapaz?” Eu sou um espetáculo como decifrador. :P
3– Eu queria muito, mas não saí com vocês por dois motivos: Primeiro, não podia mesmo gastar trinta paus e ainda por cima sair hoje também. Segundo, o desgraçado do Vitinho só foi dar sinal de vida quando já eram quase 2h da manhã! Aquele puto ficou sem celular e não quis me ligar a cobrar. E eu aqui preocupado. Claro, tentei ligar pros celulares de vocês três, mas foi uma tentativa vã (caralho!). :P
4– A gente vai se ver hoje COM CERTEZA! E se eu não tiver como voltar vou dormir na sua casa, tá?
5– Siiiiim, você é uma ex-ce-len-te datilógrafa! Psicografando então, deve ser um assombro! ;) Mas, da próxima vez, vai nanar, vai?

Débito

Estou em débito. Devendo algumas informações, algumas ligações, alguns emails. Mas depois dessa eu vou pra cama. Amanhã eu vejo isso.

Amigocídio

Eu vou cometer um amigocídio!!!

O que se faz com um amigo desinfeliz que diz que está vindo pra Sampa depois das 22h, vai dormir na sua casa, diz que te liga quando chegar e só dá sinal de vida depois da 1h30 da manhã, dizendo que não queria ligar a cobrar? Sem metrô, sem ônibus, sem bateria no celular, sem saber como andar em SP.

Com requintes de crueldade, né? Foi o que eu pensei. :P

Conselhos

Não é incomum eu dar conselhos aos amigos — e tomar alguns vários também —, mas dar conselhos amorosos a DOIS amigos ao mesmo tempo, via ICQ, é muita pretensão da minha parte. :P

É de foder

Tudo o que eu mais queria nesta noite quente (muito quente) de sexta-feira era tomar uma cerveja bem gelada num bar com os amigos. Conhecer gente nova e, ainda por cima, aniversariante seria melhor ainda…

Mas… cacete, chuchu, TRINTA PAUS? Assim, complica. :-\

Doidivana

Eu vou é me encontrar com aquela linda doidivana e ser feliz. Eu só espero que ela lembre porque o que a gente conversou pela manhã ela simplesmente não registrou. tsc, tsc, tsc… ;)

Absurdo

“BRAS?LIA – Em troca da condenação da união civil entre homossexuais e da legalização do aborto, José Serra, do PSDB, tornou-se ontem o candidato oficial da Assembléia de Deus na disputa pela Presidência da República, em 27 de outubro. O apoio dos evangélicos foi capitaneado pelo bispo Manoel Ferreira, candidato derrotado do PPB ao Senado pelo Rio e presidente vitalício das Assembléias de Deus no Brasil.
(…)
Na solenidade, Serra agradeceu o apoio, comprometendo-se a defender a liberdade religiosa no país, como parte da luta pelos direitos humanos e a liberdade individual. (…)”

(notícia inteira aqui)

Que coisa mais nojenta… :P Isso me irrita, sabia? Primeiro, ver um candidato se vendendo, descaradamente, usando religião que deveria ser uma coisa que unisse as pessoas pra conseguir votos. Segundo, saber que um monte de “fiéis” vai ficar feliz em saber que talvez possa atrapalhar a vida de quem não é como eles. Realmente, um comportamento bem cristão, hein?

Quer dizer que liberdade religiosa faz parte dos direitos humanos e liberdade sexual não? Muito bonito, seu Serra. Se fodeu, vai perder! :P

Eu tenho é pena! Pena de quem pauta sua vida em um cotidiano de submissão e subserviência. Eu não preciso de um deus que me puna, que me condene, que me imponha a sua vontade através do medo. Eu tenho um deus aqui dentro que me impulsiona, que me faz melhor, que me ensina a cada experiência diária que amar a deus — e qualquer manifestação de energia criadora — é, antes de mais nada, amar a si próprio e respeitar o amor alheio.

Ode à Alegria

E uma ode à alegria! Um vagalhão de alegria a inundar os mundos à minha volta. Porque não se pode resistir à força da música de Beethoven imortalizando o verbo de Schiller.

“Ode: An Die Freude”


Friedrich Von Schiller
Ludwig Van Beethoven, 9a. Sinfonia em Ré menor
IV. Presto – “O Freunde, nicht diese Töne!” – Allegro assai
O freunde, nicht diese Töne!
Sondern laßt uns angenehmere anstimmen
Und freudenvollere!

Freude, schöner Götterfunken,
Tochter aus Elysium,
Wir betreten feuertrunken,
Himmlische, dein Heiligtum;
Deine Zauber binden wieder,
Was die Mode streng geteilt;
Alle Menschen werden Brüder,
Wo dein sanfter Flügel weilt.

Wem der große Wurf gelungen,
Eines Freundes Freund zu sein,
Wer ein holdes Weib errungen,
Mische seinen Jubel ein!
Ja, wer auch nur eine Seele
Sein nennt auf dem Erdenrund!
Und wer’s nie gekonnt, der stehle
Weinend sich aus diesem Bund.

Freude trinken alle wesen
An den Brüsten der Natur;
Alle Guten, alle Bösen
Folgen ihrer Rosenspur,
Küsse gab sie uns und Reben,
Einen Freund, geprüft im Tod;
Wollust ward dem Wurm gegeben,
Und der Cherub steht vor Gott!

Froh, wie seine Sonnen fliegen
Durch des Himmels Prächt’gen Plan,
Laufet, Brüder, eure Bahn,
Freudig, wie ein Held zum Siegen.

Seid umschlungen, Millionen,
Diesen Kuß der ganzen Welt!
Brüder! über’m Sternenzelt
Muß ein lieber Vater wohnen,
Ihr stürzt nieder, Millionen?
Ahnest du den Schöpfer, Welt?
Such’ ihn über’m Sternenzelt!
über Sternen muß er wohnen.

O friends, no more these sounds!
Let us sing more cheerful songs,
More full of joy!

Joy, bright spark of divinity,
Daughter of Elysium,
Fire-Inspired we tread
Thy sanctuary
Thy magic power re-united
All that custom has divided
All men become brothers
Under the sway of thy gentle wings.

Whoever has created
An abiding friendship,
Or has won
A true and loving wife,
All who can call at least one soul theirs,
Join in our song of praise;
But any who cannot must creep tearfully
Away from our circle.

All creatures drink of joy
At nature’s breast.
Just and unjust
Alike taste of her gift;
She gave us kisses and the fruit of the vine,
A tried friend to the end.
Even the worm can feel contentment,
And the cherub stands before God!

Gladly, like the heavenly bodies
Which He set on their courses
Through the splendour of the firmament;
Thus, brothers, you should run your race,
As a hero going to conquest.

You millions, I embrace you.
This kiss is for all the world!
Brothers, above the starry canopy
There must dwell a loving Father.
Do you fall in worship, you millions?
World, do you know your Creator?
Seek Him in the heavens;
Above the stars must He dwell.

Roseira

Ha! Lembra da roseira? Mamãe trouxe! :) Chegou do CEASA agora com uma mudinha de roseira trepadeira, de uma rosa miudinha e vermelha e de perfume sutil. Linda! Chegou colocando a muda em minhas mãos: “Olha o que a tua madrinha mandou!”

Mudo fiquei eu: as pétalas, pequeninas e rajadas de um delicado rubor, têm formato de coração.

Nem se discute, vão pra varanda do meu quarto. Às portas do meu peito, é lá que suas flores ficarão.