Presentes muitos

Presentes! Muitos! Preciosos! Eu vou explodir de tanta alegria! Quanto mais eu me jogo na vida, a minha vida, mais eu viro felicidade. Amo!

Reclamação

Tem *alguém* reclamando que eu não escrevi nada novo — da madrugada pra agora, veja bem…

Então, como eu não consigo mais me concentrar quando tô na rede — vou ter que apelar pros posts offline ;) — vou transcever essas coisas pra ver se pinga um pouco mais de mel dessa página:

“quando você chegar
e minha felicidade for demais
que eu não agüente,
me abraça forte
e espreme de mim
cada grama,
cada filigrana de amor,
pois cada fio
e cada gota será
uma flor diferente
da gente.”

Tô cada vez mais bobo. Que loucura… não, que loucura não. Que deleite!

Contato

Coisas de uma noite chuvosa…

“quero você
tão perto de mim
que nem sobre espaço
pro tempo passar”

Lula presidente

Sabe que só agora, lendo o que Dr. S. escreveu que a minha ficha realmente caiu?

Caralho! O Lula foi REALMENTE eleito presidente!!! Até que enfim! Já não era sem tempo!

Desde os 16 anos que eu voto e espero! Agora há esperança!

Bom dia!

Bom dia, céu! Bom dia, Sol! Bom dia, flores! De todas as cores, para todos os amores.

Minha cara de sono só é superada pelo sorriso inabalável que brota do peito. Hoje eu sou uma pessoa in… inabalável, inenarrável, indestrutível, insuportavelmente feliz. ;)

Maaas… se eu soubesse que minha aula da manhã ia ser cancelada, teria ficado na cama, onde é mais quente, onde é mais fofo, onde é mais perto, mais junto, mais…

Ainda…

“Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua do anjos,
Sem *amor* eu nada seria.”

Não dá pra explicar, simplesmente não dá. Transcende.

Banheira

Se você quer o meu bem, caro amigo. Se você quer me ver feliz até as tampas! Se você quer me ver exultante, lépido e fagueiro, faça o seguinte: uma passagem (do ou para o Sul) e uma dessas e não se fala mais nisso, ok? Não precisa nem da paisagem, eu não vou ver mesmo. ;)

Treloso

treloso (ô). [De trela + -oso.] Adj. Bras. Fam. 1. V. travesso (ê) (1 e 2). 2. Intrometido, importuno, implicante, trelente.

Quer dizer que eu sou um menino treloso?
É… eu dou trela… como quem tece uma teia. ;)

Efeito vaga-lume

O efeito “vaga-lume” (tem hífen?) do blog hoje é devido à PORCARIA DO DNS EPILÉTICO desse domínio. Meuz zóvo! :P

Quente?

Olha só, não é que esteja quente…
É só que eu não sabia que Campinas ficava na linha do Equador! :P

Concerto de Formatura

“Melodia vaga
Para ti se eleva
E, chorando, leva
O teu coração,
Já de dor exausto,
Os teus olhos, FAUSTO,
Não mais chorarão.”

                    Fernando Pessoa

Esse é o poema que está no convite para o Recital de Formatura do meu querido amigo, Alberto Pacheco, o qual eu repasso agora pra galera. :)

SerTÃO só: Fausto

Concerto de Formatura

Alberto Pacheco – Tenor
Chiquinho Costa – Piano

Adriana Kayama – orientação musical
Sara Lopes – orientação cênica

local: Fundação Jürgensen
data: 31/10/2002, às 15h00min
Entrada franca

R. Frei Antônio de Pádua, 889 – Jd. Guanabara
CEP 13073-330 Campinas SP
Fone/Fax: (19) 243-9304
E-mail: dir.cult@zaz.com.br

E eu vou MATAR o desgraçado por marcar esse bendito recital em plena tarde de um quinta-feira. :P

Zel, tem jeito? Teca, Marie, precisamos conversar. Carpe, já arranjou um atestado pro trabalho, uma diarréia aguda, um mal súbito? Balla, tu vai, né? Pessoas, uni-vos!

Tradução de canções

Detesto fazer tradução de canções! Deve ser por isso que eu deixo sempre pra última hora — não, eu não acho bonito. :P É um inferno traduzir textos poétcos! Fica tudo torto, os versos não encaixam. O significado tá ali, porém, quebrado.

Maníacos de plantão

Upgrade feito sem problemas. Eu adoro o Movable Type! :)

Ah, qualé? O casal faz um puta sistema de web publishing, fazem upgrade, ferramente e o escambau e ainda distribuem na boa. Já que não deve tá rolando sexo — aqui não tá e eu não consigo nem mexer no meu layout, quanto mais montar um sistema desses! — e eu não vou dar dinheiro mesmo, deixa eu fazer uma propaganda.

Maníacos de plantão, o sistema de busca nos arquivos agora tá bonitinho, coloridinho, chique no úrtimo! Tudo o que você (nem) sempre quis saber e nunca teve coragem de perguntar. :P

Bobagens a parte, é bem interessante pra mim ver como o que eu digo foi mudando de cara — mas não de essência — durante esses quase dois anos de blog. Dois anos é tão pouco e tanto tempo…

Mares de ti

Mares de Ti
(Carlinhos Brown)

Só pra curtir
Com ti contente ficar
Cavo caldo de cana
No canal de Panamá

Se tropeçar meus pés cansados
Nos mares de ti
Cuidar de mim cuidar de ti
As fases e frases desfazem nos jeans

Porque que é só você que sabe
Aonde surfir
O mais bonito do magnífico
Só teu sorriso esculpe

Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter
Solidão

Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter
Solidão

Não sei pisar no breque
Tomo charrete
Pros lares rubis
Pensando nisso
Pensando em ti
Senti felicidade sem fim

Se for passar preciso sarar
É quase inútil
Ficar de ir
Ficar de vir
Ficar feliz isso sim

Solidão
A vida nos fez
Apesa de ter
Solidão

Solidão
A vida nos fez
Apesar de ter
Solidão

Me abraça bem
Já me sinto bem
Vim chorar
Como guitarra grunge
Como escaramouche
*Amor* talhador

Dos presentes, do presente

Mas o que eu quero mesmo falar é dos presentes que recebi. Dois. Um de alegria, outro de crescimento. Um fácil, o outro, nem tanto. Os dois importantes.

O primeiro veio na voz textual de um e-mail. Mais do que elogios, existe algo que me alimenta mais, que me enobrece não pela vaidade, mas por tocar em minha essência, por chegar onde ações diretas muitas vezes não chegam.

Minha vaidade é algo que se manifesta em vários níves, nem todos muito bem trabalhados. Não sei receber elogios, já disse. Coro, nego-os, acho que devo retribuí-los e muitas vezes não sei como. Um tremenda de uma besteira, eu sei, mas fruto de uma experiência de vida única: a minha. Elogie meu trabalho e tudo bem, mas elogie minha beleza e eu perco o rebolado porque, até algum tempo atrás, não acreditava nela. Começo a aceitá-la.

Fiquei muito feliz, portanto, não pelo cortejo, mas pelo fato de que a minha presença (ainda que distante) pode ter causado um bem, uma melhora, talvez. Saber que por força do meu (bem) querer e do meu cuidado posso ter causado movimento, não pra pessoa, mas na pessoa querida é o que me deixa essencialmente feliz. É o que me faz sorrir serenamente. É algo que me possibilita amar ternamente.

O segundo presente veio na forma de conversa lavrada, palavras entalhadas em desejo, colhidas em meio à turbulência e anseio de dois mundos convergentes. Foi foda.

Mas foi presente porque foi retorno. De tudo, não só de alegria. Retorno de medos também que ficam mais fáceis de serem trabalhados por virem à tona. As dúvidas, assim, delineiam caminhos e as certezas que ficam saem reforçadas. É um exercício difícil, mas como *você* mesmo disse, “discutir a relação” é sinal de que queremos entender.

Sei que sou muito racional. Na realidade, busco o equilíbrio dinâmico do meu emocional com meu racional, pois tenho os dois extremamente acentuados. Sou profundamente passional e se não mantenho um pé no chão — pois o outro já está querendo pisar nas nuvens — perco o prumo, erro a mão e não quero que isso ocorra de novo. É difícil manter o timing através da distância e a minha serenidade e calma se abalam para que um novo equilíbrio se estabeleça. Caminhamos, para o alto e avante.

Recebi um presente hoje: uma contraparte. Uma possibilidade de contraponto harmonioso para o qual me abro — com medo, ansiedade, desejo — sem relutar. Aprendo também. Aprendo a sentir, aprendo a buscar dentro de mim o que já opera em meu espírito. Espírito que busca o *teu*, assim como a (minha) matéria busca a (tua) forma. É isso que trago aqui: meu sentimento renovado e a certeza de que o presente maior esta por vir em breve, na troca plena.

Warning

Aviso aos navegantes: post próprio-analítico-psico-emocional grande a caminho. :P

Eu devia tá estudando…

Linda tarde

Linda tarde de Sol! :) O que eu não posso esquecer é o sorriso dessa criança que, por vezes, aparece aí em cima. ?rvore.

Sabonete de laranja

Banho. Refrescante. Revigorante.
Sabonete de laranja para coisas do amor.
Perfume sutil. Presença sensível.

*Penso em você*

Os sais de verbena estão ali guardados, esperando.
O sangue pulsa à possibilidade das horas.
Aguardo (menos) ansioso.

Café da manhã

Um boa noite de sono — após uma looonga, delicada, porém reafirmadora conversa —, um café da manhã de boia-fria e um horóscopo perdido em cima da mesa:

Touro
O Sol, fonte de vida e criatividade, passa a transitar o signo oposto ao seu (Escorpião), marcando a fase anual em que até você, forte entre os fortes, terá de lidar com suas fragilidades. No confronto com o mundo nasce a consciência. Maior sociabilidade ajudará a intensificar relacionamentos repletos de sentidos.

Porra! O horóscopo nem é de hoje e tá me perseguindo, o danado! Isso assusta, ô!

Mas tá certo… como se eu não soubesse, como se eu não sentisse. Eu sinto, mais do que se pode imaginar. Tô aprendendo a lidar com isso, mas o penso de vez em quando atrapalha.

Mas vamos votar, né? E é 13! Estrela no peito e tudo. Depois a gente conversa.

Sorrindo

Fui encontrar a tremelga na Paulista à tardinha. Fomos tomar sorvete e ficar os dois com cara de bobo, olhando um pro outro. Mentira, falamos um bocado.

Mas o mais engraçado foi que as pessoas não paravam de me olhar na avenida. Será que foi por causa do sorriso permanente e acintoso dependurado nas orelhas? ;)

Ata-me!

Alguém aí faça o favor de nos amarrar — de preferência juntos —, por favor? Estamos descontrolados!

ATA-ME!!!

Mas já aviso: mantenham os diabéticos à distância! Não me responsabilizo pela hiperglicemia alheia que a minha tá um loucura que só! ;) Tá pingando mel!

Alegria desmedida

Não sei escrever. Os olhos ardem. A alegria é demais e a chuva, lá fora, chora por mim. Sorrio, enfim. O que antes era angústia agora é alegria. Energia projetada que retorna em tom maior. Muito maior: superlativo. Superfeliz.

Não tem ninguém nesse mundo hoje dormindo mais feliz do que eu. Exceto, talvez, *você*.

Não sei

Não sei se saio, não sei se fico. Se vou a uma festa, se pra um lugar mais calmo (zero grana). Parte da razão desse estado eu acho que entendi, mas não é meu e não vou falar aqui. A outra eu não sei… Talvez por isso mesmo não esteja triste nem esteja alegre. Estou inerte. Coisa mais estranha… o ar parece parado.

Concerto de órgão

Mas falando sobre o concerto de órgão de ontem à noite…

Maravilhoso. Muito bom, mesmo. Maurice Clerc soube muito bem explorar a riqueza timbrística e as possibilidade dinâmicas do orgão em um repertório que continha J. Pachelbel, J. S. Bach, C. Franck, C. Debussy, L. Vierne e P. Cochereau. Barrocos, românticos e contemporâneos.

Enquanto assistia ao concerto na Igreja São Luiz Gonzaga e observava sua arquitetura despojada, de linhas simples, sua acústica, um pensamento me ocorreu: como o som do órgão se encaixa perfeitamente na retórica cristã.

O órgão é, sem sombra de dúvida, o instrumento mais rico em timbres e variações dinâmicas. Pela sua própra natureza, possui um som extremamente cheio de harmônicos — faixas de freqüências que encorpam e dão brilho ao som —, do espectro grave ao agudo. Por isso mesmo seu som possui uma propriedade envolvente. É um som que se espalha, ressoa em todos os pontos da igreja e é ouvido, desde o pianissimo mais sutil ao tutti, ao acorde mais cheio e vibrante. É difícil, por vezes, dizer de onde vem o som. Ele vem de todos os lados.

Encaixa-se perfeitamente àquele universo pois o órgão pode ser visto — na realidade, ouvido — como a representação sonora da onipresença divina pregada pela igreja.

Longing

Hoje, sinceramente, eu tô precisando disso aqui (cada vez mais):

Por nenhum motivo em especial (precisa?). Tem dias, simplesmente, em que você acorda com mais frio, mais sozinho, mais macambúzio. A boa e velha carência.

Mas de onde vem essa certeza? De onde vem essa coisa inevitável que te impulsiona e te faz andar, faz parecer que você não tem escolha quando, na sua cabeça, você está fazendo escolhas. Eu não sei… mas eu sinto, eu consigo cheirar no ar que a única coisa que falta é um olhar. E basta para que eu saiba todas as respostas e nenhuma ao mesmo tempo.

I’m *longing*…

Ausente

*Você* foi dormir e eu fiquei jogando lenha na fogueira dos dois. ;) Diversão garantida. Eles me dão a faca e o queijo e só faltam pedir: “Corta!” Ainda por cima me agradecem! Assim é muito fácil. ;P

Mas nada acontece impunemente. Esses feitiços, esses encantos, têm mão dupla e não é de hoje que conheço seus efeitos. Não sendo assim, desequilibram, esgotam, consomem, desorientam. À ação não se nega a reação. Quando lancei meu canto, não é que acabei encantando a mim mesmo? Não dá pra ficar impune (nem quero). Responsabilidade.

Surto nos comentários

Gente! Eu saio pra um concerto de órgão e o povo surta nos comentários? O que tá acontecendo? Um perguntando sobre rinite (em mais de um post, não relacionados, por sinal), a outra respondendo (em várias vias: amiga, clica uma vez só) e um outro comentando, há mais de cem posts atrás, perguntando que gravou “Tibum Tibum” (tu sabe? nem eu…)

Tô apagando os extras e, claro, respondendo, ok?

Eu me divirto. Surreal. Sei lá o que andaram tomando, mas eu quero um pouco! ;)

Idilescência

E em meio a toda essa idilescência (inventei?) tinha mesmo que cair uma conta telefônica na minha cara, cheia de tons acusatórios?

Tchau poesia vespertina, até mais ver. Olhar para esses números — que até a mim, confesso, embora não me arrependa, abalou os argumentos — foi o que bastou para me aterrar à triste penúria da realidade.

Dramático, não? Pois é, acontece… tô precisando de um incenso pra ganhar na mega-sena.

Firmeza e Leveza

Firmeza de toque e leveza de espírito.
É onde eu quero chegar.
É onde eu quero te levar.
Pipa.

Protesto

Protesto veementemente ao mesmo *cunhado* que não deixou que eu publicasse o poema aqui. :P Tá de frescura!

Legenda

Plenos agradecimentos ao *cunhado* pela “legenda” do poema gravado. Adorei! E devo dizer que concordo em número e grau mas, principalmente, em gênero! ;) (*tu* vai recitar isso ao vivo pra mim, viu?)

Vergonha na cara

Definitivamente acabou-se a vergonha na cara. :P Nunca serviu pra nada mesmo. Mas também, quem resiste? Aquela voz… Ah, sim, a gravação tá péssima, mas pra alguma coisa um ouvido treinado serve, diacho! Tá ali! Meio escondida, meio encoberta, achando que eu não vejo, querendo sair, assim como *você*. Rio. Me delicio.

Mas o timbre… senhor, o timbre! Aquilo no pé do ouvido vai causar um estrago! Puro abalo. Sísmicas tremuras. *ai*

Mais pipa

E hoje eu tô mais pipa do que nunca!
Tão leve e sinuosa quanto essa aí embaixo.
Giro, danço, arrepio!
Sou todas as cores.
Sou todos os ventos.

Vem cá, rapaz, *me empina*. ;)

Extrato

Extrato de uma aula de canto.

Tô eu lá, suando a camisa, no intento, trabalhando a minha ária alemã com a professora, quando a tia manda a seguinte pérola:

O trabalho só com vogais dá um bom resultado, você viu. Mas quando você vai articular as consoantes a emissão sai comprometida. No seu estudo, em casa, experimenta cantar com uma rolha na boca, entre os dentes, pra tentar evitar toda essa movimentação do maxilar no alemão…

Nisso eu olho pra pianista, minha amiga (da onça) e cara colega que está, roxa, praticamente tendo uma derrame, tentando conter o riso — só me fode, a desgraçada, ô criatura sugestionável!

Nem preciso falar que a aula acabou, né? Depois de uma sugestão dessas foi impossível abrir a boca novamente. :P

Ninguém merece…

Pipa

Por estas palavras

Posso parecer

Um homem

Empinando uma pipa.

Ledo engano:

Sou a pipa

Que leva o homem

Enquanto escreve.

Zero vontade

Zeeeeero vontade de ir pra aula. História da Música Brasileira é algo que me interessa, e muito, mas o tom monódico da professora acaba comigo. Cinco minutos e eu alço vôo. Era uma vez…

…não vejo a hora de chegar em casa, mas a noite tá tão longe…

Bom banho

Deu, né? Olha a hora! A Unicamp que se exploda, eu vou é pra casa.

Agora tudo o que eu quero é um bom banho, comer alguma coisa e ler meu livro… Mentira, óbvio, que a gente sempre pode pensar em coisas mais *interessantes* pra se fazer. Mas, como nem tudo é possível — e eu tô só o pó —, assim tá bom e eu tô bem tranqüilo.

Dia de praia

Que dia é esse? Que Sol, que céu é esse? QUE BRISA É ESSA? Isso é clima de praia! Assim não dá pra trabalhar!

Ontem choveu um bocado. Um temporal, pra ser mais exato. E hoje o dia amanheceu lavado. Quente, porém, com uma brisa fresca. Poucas nuvens no céu, apenas aquelas que navegam altas, como se quisessem passar por detrás do astro-rei.

Se eu fechar os olhos posso ouvir o barulho do mar, sentir o cheiro da maresia, curtir o vento salgado no meu rosto.

Hoje é dia de andar sem camiseta, de chinelo, de mãos dadas. Hoje não é dia nem de andar, é dia de flutuar ao sabor da maré.

É… sinto o cheiro de uma nova estação. Definitivamente o (meu) verão tá chegando.

Ericka me ligou

Pausa! Ericka me ligou! :) E, como eu já suspeitava, é doidinha de pedra — do jeito que eu gosto — e um amor de pessoa. Tem um sotaque liiiiiindo — coisa com a qual eu tenho que tomar cuidado, senão começo a imitar — e me deu *informações valiosas*. ohohohoho…

Se bem que deve estar lá, passando informações também. ;)

Prece

Tanta coisa pra falar. Tanto pra fazer. Dizer aqui. Dizer pra *você*. Mas as horas já vão altas e o mundo dá suas voltas sem parar. Tormenta. Me atormenta a conexão distante e a próxima sintonia. A dor alheia. A noite fria. Observo suas águas se debatendo à minha volta. Sou uma ilha. E com a calma que reside em meu solo rogo pelos que amo e brado: Ninguém será arrastado enquanto eu for chão! Rogo por você, João, e por Pedro, olho por Domi, rezo por Teca, oro por Zel. Ergo meus braços. Encaro a Lua cheia no céu com minha prece, com meu quinhão.

XII. PRECE
(Fernando Pessoa)

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem — ou desgraça ou ânsia —
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância —
Do mar ou outra, mas que seja nossa!

Sinto minha energia fluindo, o arrepio percorrendo a extensão do meu corpo até as mãos abertas e sei que minha prece foi aceita. Amém!

Dá-lhe Murphy

Tem coisas que só Murphy faz pra você. Em todos os fins de semana eu estou em São Paulo — sempre — e há uns três que eu tento jogate myself, dançar, sem sucesso. Ou não dá, ou o povo não pode, ou tem outra coisa, whatever. Mas é só eu vir pra Campinas — por causa de um concerto — que alguém me liga chamando pra sair pra dançar. É mole? :P

Meu zóvo!
Os campineiros que me desculpem, mas essa cidade é um marasmo. Ah, eu acho.

Diálogo difícil

Conversa difícil, mas necessária. Você sabe que é importante quando se pega gravando a danada em arquivo porque as palavras parecem ser por demais grandes para se alinharem sozinhas dentro da cabeça. Exercício. Intenção. Não me arrependo de ter começado porque não tenho medo do resultado. Ele vai ser bom.

Carta

Carta para um irmão mais velho

Chove. E eu tô aqui longe de casa pensando na vida. Na minha, nas que me rodeiam, nas que eu busco e nas que com a minha cruzam. Tranqüilo.

Queria dizer para o meu irmão mais velho que pense em mim, que torça sempre, mas que não se preocupe comigo. Não agora, pois faço escolhas, pondero e meus passos, se são mais firmes e certos, em parte é por causa de seu grande amor por mim. Sim, se hoje não sou mais um adolescente e começo a me sentir adulto é porque, ao meu lado, tive — e ainda tenho, aqui no peito, pra sempre — uma pessoa maravilhosa, boa em sua essência, que soube, como ninguém mais, apaziguar meu espírito de fogo quando este muitas vezes se consumia em seu próprio calor. Alguém que soube me trazer o pranto quando eu o afastava e me negava, assim, o direito de lavar minhas dores em suas águas.

Talvez ele não saiba que foi desde sempre meu arcanjo. Aquele que soube ouvir minhas angústias, apontar meus defeitos e, com uma gentileza inata, inabalável, me ajudar em meus passos. Compaixão. Com amor.

Agora penso na distância que vai se impor, no intervalo da convivência e me descubro sorrindo. Não pela partida, óbvio, mas pela garantia de retorno. E concentro todo meu amor nessa nova etapa em suas vidas, pois já não é uma só. Ed vai com ele e serão, os dois, o foco do meu pensamento, constantemente transmitindo toda minha alegria, toda sorte que eu puder canalisar, até sua volta. Porque eles vão voltar.

Vão com Deus, fratelli amati.