Declaro para os devidos

Declaro para os devidos fins que abri falência das minhas finanças. Sério. Sério mesmo, sem grana, sem limite *e* sem cartão de crédito. Tô sem um puto — terei eu que bancar a puta? Isso significa que eu vou ter que me enfiar em casa e não sair de lá. Isso é muito deprimente, caralho! Mas, como eu não sou pessoa de ficar deprimida, vou cantar e espantar meus males — que são poucos e incompetentes. :P

ACABA LOGO, MÊS!!! :)

Cinco sentidos Cinco são

Cinco sentidos
Cinco são os dedos da minha mão
assim como eu sou cinco.
Assim como cinco nós somos
sobre nós mesmos.

Em cada nó
assim como em casa dedo
a proximidade do tato
e a cumplicidade do gesto.

Em cada um a alegria do polegar
a determinação do indicador
a força do médio — que nos traz ao centro
a elegância do anelar
a delicadeza do mínimo.

A trindade da boca, do olho e do ouvido
que abre espaço
ao dois, que vira cinco
que continua primo
que vira mão
e que virá pés

O dom do beijo
em cada um
que ao beijar quatro
beija a si mesmo
e se torna cinco.

Riso
Choro
Dor
Prazer
Enfim, Amor
em busca da Saudade.

Ontem a festa do

Ontem a festa do Undertraxxx tava uma coisa meio estranha. Tinha um bando de homem lá que não dançava por mais que as meninas provocassem. “Alilás”, um bando de homem que ficou amontoado torcendo que nem em briga de galo enquanto as delícias aprontavam das suas — achei meio besta isso, os homens, não as delícias, elas são tudo e ponto. Tomar a iniciativa que é bom, nada. Enfim, de minha parte, dei minhas rápidas bicocas e fui pra casa, depois que Lia e Mari deixaram. Essas meninas são fogo, viu? :) Foi legal, mas a balada de quinta-feira é que foi o ó do borogodó! ;-)

Agora… tem uma coisa que tá entalada aqui na goela. Onde é que tava esse povo do Undertraxxx na hora de ajudar a preparar a festa, hein? Eu e Zel, sozinhos, fomos guardar as coisas na cozinha, lavar a garagem, empurrar móveis, etc. Se não fosse o Norbies, simplesmente não tinha som na festa. Até as caixas do meu micro, que são poderosas, e meu discman foram pra festa. Quero só ver quem é que vai ajudar na faxina de hoje?

Seguinte, galera: Vamos largar a mão de ser folgados e ajudar um pouco pra variar. Afinal, a festa era de vocês, não era? Puta falta de consideração com a dona da casa, que cedeu o espaço muito gentilmente. :P

Eu acabei não falando

Eu acabei não falando nada ontem da parte mais interessante da quinta-feira: a noite. :)

Voltei de Campinas, como sempre, de mala cuia e cello e fui direto pra casa da Zel, esperar ela chegar. Tomei meu tão merecido baaanho, claro, com o sabonete de tangerina dela ;-) — aiii… desculpa, bi, mas aquele sabonete foi feito pra mim, você há de concordar. E só não me enfiei naquela banheira até ela chegar por causa dessa merda de sobretaxa e porque quem paga aquela conta de luz não sou eu. :P

Enfim… cheiroso, lindo *e* gostoso, comi alguma coisa, Zel chegou, telefonamos e saímos. Eu de chauffeur porque a bi tava de sandália de salto alto, eu posso com isso? Pegamos e Flá e fomos para o THC. Onde encontramos Nor, Lia e Mari. Conheci, enfim, o famoso e ,*a-ham*, recentemente ocupado Mr. Tipuri. Figura total — simpático, de riso fácil e companhia agradável — que presenciou mais um efeito almôndega, fruto de algum álcool (ô desculpa) e muitas delícias juntas. Algumas menininhas pirralhinas devem ter ficado um tanto chacadas. Ô dó…

Recadinho do coração: Marcééé-lôôô, cuidado com o que você fala nesses momentos, pois sistemas caóticos não podem ser controlados. *HAHAHAHAHAHAHAHAHA*

Enfim, depois do chauffeur ficar com o carro da dona que fugiu com o amante que arrancou sua frente única e ainda levou sua calcinha como troféu (UIA! Parece filme!), entramos num debate filosófico sobre o que iríamos comer, pizza ou carne. Um certo stress, mas tudo bem. A pizza venceu.

Ah, sim, estou esquecendo de dizer que depois de falar feito um louco a noite inteira, dançar, pular e girar feito uma pombagira na estrobo lenta e beijar meio mundo eu ainda cantei — ou a melhor aproximação disso — no meio do bar pra Lia.Ué? Ela pediu! Só espero que ela não guarde isso como referência, pois eu fiz tudo o que eu falo pros meus alunos que não é pra fazer. :)

Fim de noite: Cem metros com barreira :))) Do carro à cama com salto sobre calças. Alheias. *HAHAHAHAHA*

PS: Eu dormi sozinho, não pensem bobagem! :P

Meusenhorjesuscristinho… Que semana de

Meusenhorjesuscristinho…
Que semana de cão, cacilda! Eu mal tive tempo de ler os meus e-mails. Mas a semana rendeu. A Orquestra de Cordas Dedilhadas tá evoluindo, o concerto tá ficando bonito e, se tudo der certo, teremos Bachianas No. 5 com minha professora de canto, Adriana Giarola Kayama — diva! — no vocal. Ela já aceitou. :)

Nadei, musculei e mudei. Tudo nessa semana. Que medo. Quinta-feira ainda consegui terminar meu treino na natação 15 minutos antes pra poder chegar em tempo de ensaiar um trio de Mozart com três colegas (piano, soprano e baixo), vai ficar legal. Sobrou pro marmitão aqui fazer a tradução do texto em alemão. A monitora não acreditou, ficou olhando pra minha cara com aquele ar de “mas já acabou?” e eu, só o pó! Uma chuva, um vento — não, a piscina não é coberta e eu até gosto, não fica aquele bafo de sauna — e eu lá, 8h da madrugada, nadando. Existe gente que é doida… e existe a pessoa aqui. :)

Vou fazer um juramento solene: semestre que vem, aliás, ano que vem eu vou cortar esse exagero de créditos que eu tô fazendo. Não dá pra reger, reger, cantar, cantar, cantar, levantar peso, nadar, trabalhar, sair — não tenho vocação pra tatu — e sobreviver por muito tempo desse jeito. A pessoa precisa de dinheiro, dindin, bufunfa, money, prata. Sacou?

E como se não bastasse correr feito um louco, ainda levei um cano hoje, sem aviso prévio. Isso não é legal. :-\

Ah, claro! Passei parte

Ah, claro! Passei parte da tarde a almocei com Zel e Gábis que vieram aqui em casa — de novo, não é lindo? :) E Zel ficou me provocando, assim como Alberto, porque com essa história de Les Miserables eu sacaneei com a primeira aula dos dois. Foi mal, Biii, mas eu super não me arrependo, tá? ;-)

Fui ver Les Miserables

Fui ver Les Miserables hoje. Ganhei o ingresso de uma grande amiga minha de Campinas e confesso que pensei duas vezes se queria ir ver ou não. Não me arrependo nem um pouquinho sequer. O espetáculo é realmente muito bom e o Teatro Abril, apesar de não ter um palco muito grande e ter um fosso bem pequeno, possui um acústica muito boa, visibilidade idem — eu estava na última fila — e um equipamento de som que fez meus olhinhos brilharem :)

No começo, tive um certo estranhamento com o fato do espetáculo ser todo em português — nunca vi o espetáculo em francês ou inglês. Algumas rimas se perdem, alguns cantores tinham um sotaque carioca muito acentuado e eu acho que atrapalha um pouco a linha do canto por carregar um acento muito grande nas consoantes fricativas (sh e rr). É muito difícil cantar e manter uma atitude próxima da fala. Mas os cantores são de primeiríssima linha, como pude confirmar no site e mandam muito bem. Só me chamou a atenção um deslize vocal de um dos personangens em certa passagem que só quem é muito chato (eu?) deve ter percebido.

É interessante notar como a técnica vocal empregada em um musical — porque Les Miserables é um mu-si-cal e não uma ópera, que fique bem claro e quem não sabe a diferença, que assista aos dois — é diferente da empregada no canto lírico. Embora, eu suspeitei na hora em que estava assistindo, vários dos cantores tenham sólido treinamento em canto lírico. Em algumas passagens pude perceber — e aí os cantores estão completamente à mercê da música que foi escrita — vozes líricas despontando. Foi muito bonito. Vale o dinheiro (não) gasto e quem der uma espiadinha no tamanho da produção vai ver porque um ingresso custa 40 paus.

Ah, sim! E as crianças do elenco? Muito bom o menino que faz o Gavroche! As meninas também.

Mudando de alhos para bugalhos… e a companhia? A companhia também foi tuuuuudo de bom! Coisa fofa! >:-) *HAHAHAHAHAHAHA* Definitivamente, uma forte candidata à pessoa. ;-)

Ontem ia sair pra

Ontem ia sair pra algum boteco com a Zel e com a Rê — pra variar, tentei ligar pro Gábis e, pra variar, não consegui :P Isso me irrita de um tanto… — mas as duas estavam tão cansadas que não rolou. Ao invés disso, fiquei eu e Zel na casa dela jogando conversa fora. Eu contando as minhas experiências esotéricas com o espelho e a Zel com o atlas na mão, planejado sua turnê européia :) Não. Na verdade, nessa hora eu tava jogado no pufe, ela no sofá e a gente tava falando da série DragonLance, que é ducaralho! Eu tô lendo. Ela já leu umas trocentas vezes e tava se segurando pra não me contar mais do que devia. Biii, vou ler mais mais rápido, pó dexá.

Enfim… Ah! Aproveitei pra experimentar o famoooso macarrão com pesto de pistache. Hmmm… :) Mas aí eu fiquei sabendo que tudo isso foi regado a muito vinho, cava e baileys. Pára tudo, agora! Se algum dos presentes se atrever a insinuar que talvez tenha tido uma sobremesa e que essa sobremesa foi, de algum modo, um manjar dos deuses… morre! :PPP

E eu lanço a

E eu lanço a campanha amigos, não façam jantares no meio da semana porque eu não posso participar e fico triste. Tá, pelo menos eu fui sincero :) Gostei e não gostei de saber que as pessoas sentiram a minha falta, pois não sou pessoa para um dia. Sou pessoa pra toda hora e a toda hora que puder serei pessoa. Mas é difícil ser pessoa na distância. Acho que a saudade me arrebata, me dá fome. E o sono me consome.

E, voltando a esse

E, voltando a esse plano, acabei que não fui ao Redonda’s Friday com a Zel, encontrar Gabriel. Quando finalmente fiquei sabendo onde os amigos de meu querido fratello iriam se encontrar — porque Zeeel me contou, senão nem ficar sabendo eu iria, né Gábis? — eu estava sem carro. Minha irmã o havia confiscado e eu achei a possibilidade de enfrentar a cidade um tanto o quanto desanimadora. Depois de cruzar a metrópole de sul a norte e de norte a sul, arreguei. Teremos mais sextas-feiras, espero.

Hmmm… Não sei, algo

Hmmm… Não sei, algo em mim não está em fase com esse momentum. É como se eu observasse a mim mesmo e gostasse… sem me reconhecer. Acabei de me olhar no espelho e não me vi. Alguém sorria pra mim lá do fundo do olhar. Muito mais que um sorriso, era um contato. Por alguns poucos e eternos segundos algo se mostrava brilhante para mim e… era eu. Mas não era. Será? Seria possível estar aqui e ali, dicotomicamente se observando? Ou será que não era eu que me via, mas eu, ali, que finalmente me encontrava. Estranho… Eu só sei dizer que durante um enorme segundo eu gostei e sorri. Mas, fui eu mesmo que sorri?

Olaaaaaá pipou!!! :) O

Olaaaaaá pipou!!! :)
O fim de semana foi ótimo, mas passou muito rápido :P A família da Zel é um barato. Adoro o pai e adoro a mãe. O irmão é uma figura, aquela coisa. Não nasceu, foi inventado. LOL!

Alilás, o dito cujo arrumou uma festa à fantasia *e* as fantasias pra mim e pra Zel. Tava engraçado. Puro maniqueísmo, eu de diabo, ela de anjinho — quem não te conhece que te compre, biii! O cavanhaque veio bem a calhar — é, tô de cavanhaque, sabe que gostei? — e eu tava no espírito forte de bancar o diabo naquela festa, tava com evil instincts. Mas o som não ajudou. Quer dizer, não só não ajudou como atrapalhou bastante! O local também não era apropriado. Não é bom fazer bagunça onde não é a minha praia, por mais enturmado que o irmão dela seja. É impressionante! O Kito conhece todo mundo naquela cidade, da alta sociedade ao baixo meretrício, passando pela polícia. O duro foi dormir com certas idéias nas cabeças… OPS! Na cabeça!

*HAHAHAHAHA* A Zel tá falando que é pra ter medo de mim de diabo. Imagina!!! Tenha medo não, pessoa, [whisper on] facilite a minha vida. >:-)

Pronto! Vai começar tudo

Pronto! Vai começar tudo de novo — cadê meu voodoo da Telefanha? Como eu disse, o técnico-toupeira veio até em casa no sábado — esses técnicos da Telefanha são um bando de salame, quer saber? — e como eu disse, o problema não era aqui. TADAAAAAA?!!! Que dedução brilhante.

Eu não entendo como é que pode… Numa empresa de *telefonia*, os setores de atendimento, helpdesk e técnico não se comunicam!!! Só com monopólio que essa porra não vai à falência mesmo. :P

Post em slow motion

Post em slow motion
AAAAAAARGH!!! A Telefanha enfiou o pé na jaca, de novo :P Meu speedy tá fora do ar desde o começo da semana, saco! Isso já é um evento sazonal. A conexão funciona que é uma maravilha aqui em casa, uma beleza que só vendo. Mas, algo acontece na mente doentia desse povo da Telefanha. Eles não conseguem ficar longe dos roteadores, acho que é psicótico. Eles não agüentam a luzinha da minha linha piscando, sei lá. Por que mexem no que tá funcionando, diacho?!!!
*Sigh*
E pra puxar da memória como é que eu configurava conexão dialup no Linux? E pra baixar os trocentos e-mails? Eu não tenho saco pra modem mais não, credo.

Ó, eu não quero nem saber. O técnico tinha que vir aqui hoje — eles juuuram que o problema não é mais na rede, fazer o quê? Adianta eu dizer que entendo mais de rede dormindo do que toda aquela corja de incompetentes? —, mas não veio. Deve vir amanhã, mas eu vou pra Caraguá com a Zel que eu sou geek, mas não sou trouxa. Meu irmão — o imediato — que se vire com o técnico. Blé! :P

Ah, Zel! Eu não

Ah, Zel! Eu não sou tão cricri assim — tá, só um pouquinho —, não espero que alguém cantando flamenco tenha uma postura lírica. Mas, veja bem, para isso há uma técnica. Os cantores podem até não saber que têm técnica, mas se eles passam uma vida cantando isso e não se estrepam é porque desenvolveram uma técnica. O canto *não* é algo natural. Se eu começar a cantar que nem esses cantores “não vai sobrar prega sobre prega!” LOL! Minha técnica é outra e, em alguns casos, as técnicas são excludentes.

Agora… nem pense em começar a cantar assim, hein, Miss Ligeirinho?!!! :P

E eu tô aqui

E eu tô aqui na UNICAMP esperando a hora de começar o ensaio. Esqueci minha batuta em São Paulo, droga! Vai na mão mesmo, mas cansa, viu? Aliás, pra quem não sabe porque o maestro fica balançando uma varinha na frente da orquestra, a batuta serve para aumentar o tamanho do gesto e torná-lo mais visível e preciso (pontual). Por que mesmo que eu tô falando disso? Ah, sim, o ensaio.

Ah, sim! Tô esquecendo

Ah, sim! Tô esquecendo do mais importante esse fim de semana. A reportagem da Revista da Folha sobre esse jeito blog de ser, com destaque para o trio calafrio das super-poderosas Zel, e Flá. Mas isso não é o mais importante. O mais importante é que ELAS SÃO MIIIIINHAS AMIGAS!!! *HAHAHAHAHAHA*

É isso aí, p-p-pessoal!

É isso aí, p-p-pessoal! Minhas férias acabaram e amanhã eu volto à dura realidade campineira — er… eu não disse isso —, acordar às 5h da matina na segunda. Vai ser foda. Mas eu já me organizei pra fazer todas as N! coisas e projetos que eu arranjei. Eu só preciso ser disciplinado o suficiente para seguir o cronograma.

O problema é que esse cronograma não inclui mais a iniciação científica, maaas inclui agora 4h (talvez 5h) semanais de ensaio da Orquestra de Cordas Dedilhadas, 2h semanais de natação (fora o banho) — eu encafifei que vou alternar dois dias de musculação com dois dias de natação, pura saúde —, trabalho, aulas particulares e todo o meu estudo, que deve sofrer um certo improvement.

Cristo tinha aquela história do milagre da multilicação dos pães, certo? Eu vou partir pra multiplicação do tempo. Vai ter que dar.
Hmmm… Eu só preciso ver onde é que eu enfio sexo nessa história…

Ah! Lembrei uma coisa

Ah! Lembrei uma coisa que me incomodou no filme: eu tenho a impressão de que aqueles macacos descendem dos Ursinhos Gummy :). Nunca vi macaco pular tão alto quanto naquele filme! Nem serem tão fortes. Porra! Arremessar um homem a 20 metros de distância com uma porrada só é foda! Já sei, eles tomam uma poção mista, metade Ursinhos Gummy e metade gaulesa. Haja evolução.

Eu juro que esse

Eu juro que esse sábado eu ia ficar na minha, em casa, arrumar as minhas coisas, preparar a minha volta triunfal — argh! que péssima essa — pra faculdade. Mas… minha prima ligou ontem perguntando se eu não queria ir andar no Ibirapuera de manhã e eu: “Oba, vamos!”. Depois, Zel liga pedindo socorro porque o chuveiro morreu, de novo, e eu: “Tô aqui perto, passo aí”. Ué? Amigo acude outro, tá pensando o quê? A gente fazemos o que podemos. E o que não podemos a gente damos um jeito. Cheguei lá e era tudo culpa do Osmar — os mar contato (maldições, favor encaminhar pra ela que a piada não é minha, não). Cinco catiripapos, tudo estava resolvido e o banho, quente. E os dois, com fome. Muita, muita, muita fome. Que fazer? ‘Bora almoçar, daí a gente aproveita e vai assistir O Planeta Dos Macacos. Comemos, zanzamos, assistimos — er… eu esperava mais da história, o final ficou uma coisa meio “acabou o tempo, taca um final aí” — e eu fui chegar em casa às quase 22h da noite. E ainda tô escrevendo bobiça aqui, donde se deduz que o dia rendeu… pra nada do que eu tinha pensado em fazer, mas rendeu. :)

Ah, como a Zel disse, deixa eu torrar o meu finzinho de férias, né verdade? :)

Já cachorros tive três,

Já cachorros tive três, somente. Primeiro, porque não dá pra ter mais do que um de cada vez aqui em casa. Segundo, porque eles têm espírito menos aventureiro, não sobem em muros, resistem melhor a outros cachorros e são mais visíveis de dentro dos carros.

A primeira, que seria mais velha do que eu, era a Bruzundunga. Dunga, para os íntimos. Minto! Essa sobia no muro! Não andava sobre ele, mas ficava de guarda, patas cruzadas, olhando o movimento da rua. É mole? Quando meu irmão mais velho nasceu, a Dunga ficava deitada embaixo de onde quer que ele estivesse dormindo. Ela ia com a gente pra tudo quanto é lugar, inclusive para a praia. ?gua do mar era boa contra as pulgas. Naquele tempo não tinha Frontline, tá pensando o quê? Saudades.

Depois veio o Schop. É, tá certo assim mesmo, é Schoppenhauer. Coisas de mamãe. Segundo ela, quando o encontramos — ah, sim, eu praticamente só tive bicho recolhido da rua, tudo vira-lata e um mais lindo que o outro —, já adulto, minha mãe encafifou que ele tinha uma cara de pensador. Era é muito esperto, isso sim. Acho que o cahorro mais inteligente que eu já vi na minha vida. Nos primeiros dias aqui em casa, nos quais ele ficou sem sair pra rua para se acostumar, ele pulou da janela do meu quarto pro telhado do quintal, só pra sair pra rua. Ficou claro que ele era do tipo andarilho e, mais tarde, descobrimos que ele era visto perambulando a quilômetros de distância de casa. Nunca foi atropelado. Parecia coisa de filme. Tinha uma vizinha que ele gostava de acompanhar até a feira. Inclusive, chegou a subir num ônibus atrás dela. Isso não é coisa de filme? O pior era quando tinha cadela no cio pela vizinhança — por vizinhança entenda um raio de um quilômetro, no mínimo. Aí sim, ele dava trabalho. Fugia, invariavelmente, e cruzava com a cadela no cio, ao menor descuido do dono. Morria de medo de trovoada e não havia cristo que mantivesse ele na sala em noite de tempestade. Uma vez acordei com um monstro pulando por cima de mim e indo se alojar na cabeceira da minha cama, tremendo mais que vara verde, tadinho. Saudades.

Já a Fuzarca, vulgo Preta, é mais… obediente. Desde que essa obediência não inclua *não* latir a toda e cada vez que alguém chega em casa, toca a campainha ou para na frente do jardim. Inferno! Isso acho que tá na ROM da cachorra. Não adianta brigar, berrar, ameaçar, xingar. Ela late. De preferência do lado da cadeira onde você está sentado. Fora isso, é um doce :) Adora correr atrás de graveto — e eu achava que isso era coisa de desenho. Você joga, ela busca. Você joga, ela busca. Você joga, ela busca. Você cansa, ela busca. Você senta, ela busca. Você desiste, ela busca. Você fala “chega, Preta”, ela pega o pauzinho e entra. Ô, bebêêê… :) Ela entende tudo, é impressionante. Mas, ao contrário do Schop, ela obedece. Ele se fazia de desentendido mesmo. “Não é comigo”.

Er… na realidade, eu

Er… na realidade, eu adoro gatos — tô ligado que um ser peitudo já andou falando :P. Aqui em casa são três gatas — fora um agregado (Palhaço) — chamadas Coala, Preciosa e Caiçara (ô, bebêêê :)… by Zel). Os nomes, na maioria escolhidos por mamãe, são um capítulo a parte. Rabicó, Comilão, Nanquim (preto retinto, branco alvíssimo), Sol, Melancia, Tuísca (Zóio d’?gua), Serelepe, Pastel, Croquete (que sucedeu a Pastel), Landinho (em homenagem à vovó, Yolanda), Pixote, Pixoxó, Chamego, Lobato (era pura sombrancelha — ô diacho, não aguento mais esta história, é sobrancelha, mula!), Dois Terços, Pluft (braaanca), Fru-Fru, Tatá, Bluebaloo, Maria Fumaça e mais alguns vários que me fogem à memória. Queria ter fotos de todos, mas não tenho. Saudades, sim, tenho de todos. Muita. Sempre. Ai que saudades!

Ao contrário do que quem nunca teve gatos insiste em afirmar, eles são, sim, carinhosos. Entretanto, têm personalidade e auto-estima e reconhecem quem lhes dá atenção e carinho. Embora, às vezes, eu tenha a impressão de que quem dispensa atenção e carinho sejam eles.

Eu, como graaande crítico

Eu, como graaande crítico de cinema que sou — assim como Sumo Sacerdote do meu umbigo — vou agora tecer alguns comentários inteligentes, eloqüentes e inspirados sobre o mavioso filme que Zel e eu acabamos de assistir: Dungeons & Dragons.

PUTAQUEPARIU!!! Que filme ruim da porra! Eu não fui, na minha tenra infância e aborrescência, um jogador de D&D. Senão, sentiria uma vontade enorme de queimar meus personagens na fogueira, credo! Acabaram com tudo, apenas o que restou foi a farofa. *HAHAHAHAHAHA* Er… ninguém entendeu, deixa pra lá. Quem sabe a Zel explica.

Mas sobre uma coisa eu posso comentar com propriedade: a trilha sonora. Que não é uma trilha, é praticamente uma colcha de retalhos. Quem fez aquilo deve ter escolhido uma dúzia de passagens musicais de efeito, distribuiu aleatoriamente pra cena do beijo, pra cena final, pro duelo, pra morte do amigo do mocinho — oops! desculpa, foi mal — e costurou tudo com ponto grosso. Um primor. Eu acho que um macaco surdo conseguiria fazer melhor.

Meu pai tá grudado

Meu pai tá grudado no telefone, brigando com o povo da Mastercard. Parece que ele caiu num golpe telefônico de cartão de crédito. Agora, digam-me vocês, pode um cidadão adulto, estudado, vacinado cair num golpe desses? É muito pra minha cabeça.